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Todas os posts de deDaniel
Este post é um agradecimento e expressa uma curiosidade da equipe História Online.
No sistema de administração do HO temos um mecanismo que contabiliza os acessos por país e por dia. Para nossa surpresa, recebemos frequentemente acessos de Angola, Moçambique, Portugal, Cabo Verde, Timor Leste, Macao e São Tomé e Príncipe. De Angola e Moçambique temos acessos praticamente diários e por vezes numerosos. Entre ontem e hoje foram 17 os acessos angolanos e 2 os moçambicanos. Portugal é o segundo país que mais nos visita, Angola é o nono e Moçambique o décimo segundo. Os acessos recorrentes nos deixam felizes e curiosos.
Gostaríamos de saber quem são vocês, através dos comentários nesse post ou através do nosso email
Professores? Estudantes? Interessados em geral?
A pergunta vale também para os países que não são de fala portuguesa mas nos acessam com frequência, como EUA, Canadá, Alemanha, França, Japão, Espanha, Irlanda, Argentina, Holanda e outros. São brasileiros? De que ramo profissional? São ex-alunos em intercâmbio?
Fica aqui registrado o nosso agradecimento a todos os que nos acessam.
Um grande abraço,
Equipe HO
Senhores,
Eis um documentário interessante sobre as relações entre as indústrias militares e as decisões políticas.
Senhores,
Esta semana a crise na Síria completou dois anos sem uma definição.
O vídeo abaixo foi gravado em agosto do ano passado, mas nada mudou a não ser pelos números. A ONU agora trabalha com 70 mil mortos e um milhão de refugiados. De resto, o cenário é o mesmo.
Na minha página de vídeos há também explicações sobre o islamismo e a Primavera Árabe.
Senhores,
Segue abaixo um documentário que é uma raridade, com o título “A revolução não será televisionada”.
Em 2002, Hugo Rafael Chavez Frias sofreu um golpe civil-militar. Na época, uma rede de TV irlandesa estava na Venezuela justamente para documentar o governo de Chavez, então uma espécie de novidade na cena política regional. A raridade deve-se ao seguinte fato: poucos são os documentaristas que tem a sorte de filmar um golpe enquanto ele ocorre. No geral, o que se faz é uma recapitulação posterior, com base em entrevistas e arquivos. Este é um caso diferente.
Independentemente de sua posição política, é essencial para melhor entender o fenômeno político do chavismo e a personalidade de seu líder.
Senhores,
Aos interessados, segue um link para um programa da Globonews a respeito das características e ações dos papas desde mais ou menos a 2a. Guerra Mundial até Bento XVI.
Para assistir ao programa, clique aqui.
Senhores,
Para iniciar o ano de 2013 aqui no site, escolhemos um tema inevitavelmente polêmico devido à sua natureza política. Segue abaixo um post que publiquei no meu perfil no facebook, e que gerou discussões interessantes.
“Ok, vou falar de Cuba e da sua famosa blogueira e decepcionar metade dos meus amigos de esquerda e metade dos de direita rs.
Cuba é ditadura: sim, é. Se não tem liberdade de imprensa, já complica e sempre serei crítico disso. Partido único é complicado, ainda que haja linhas dentro do partido.
Tem saúde e educação reconhecidas pela ONU como excelentes? Tem, basta ler os relatórios recentes que até a nossa grande mídia publicou. A não ser que a nossa grande mídia seja de esquerda, algo lá funciona. E convenhamos, Cuba não é uma potência na ONU, então deve ser isso mesmo. No mais, os outros países caribenhos são democracias e nem por isso estão melhores nos indicadores sociais. Ou seja, a discussão é mais complexa do que isso.
Eu, branco classe média, com meu laptop no colo e uma conexão rápida gostaria de viver em Cuba? Não. Se eu fosse pobre e favelado (como muitos são no Brasil e no Caribe), talvez minha perspectiva fosse outra do alto do meu barraco de madeira, ao lado do esgoto a céu aberto. Não sou assim, não posso afirmar, mas saúde e educação de qualidade eu teria pelo menos.
Há cubanos felizes com o regime: sim, há. Há cubanos infelizes? Claro. E não, a ilha não está isolada do mundo, já que há receptores de tv via satélite e canais que transmitem diretamente dos EUA, da comunidade dissidente da Flórida.
Em visita ao Brasil, a blogueira cubana Yoani Sanchez praticamente monopolizou o noticiário. Ela tem uma atuação política? Claro, nem ela nega isso. Quem a critica também tem. Ninguém é inocente nessa história, ingênuo é quem acha que há puros e maculados, valores absolutos. O buraco é bem mais embaixo.
Em suma, o debate vai muito além do bem contra o mal, e o que eu vejo nas redes sociais é muito, mas muito raso. O país tem qualidades e defeitos, como todos. Critique-se o que está ruim, elogie-se o que está bom. Ficar no 8 ou 80 não é debate, é discurso de palanque do pior tipo, venha da direita ou da esquerda.
Acho que isso responde as perguntas que me fizeram
“
Senhores,
Um curto post apenas para marcar a data com um fato incrível sob todos os aspectos.
A Primeira Guerra Mundial é conhecida como uma guerra que mudou a mentalidade europeia e que enterrou ilusões sobre a superioridade do continente, que enterrou a belle époque. Foi um conflito travado ainda com a mentalidade do séc. XIX, em que se acreditava em conflitos rápidos e pouco sangrentos, definidos em campos de batalha e não afetando civis. O que se viu, no entanto, não foi nada disso. O avanço tecnológico, as metralhadoras, a artilharia pesada e tantas outras inovações transformaram uma guerra que devia ser ágil em uma guerra de trincheiras. Nas trincheiras, vivia-se em meio à lama, aos ratos e doenças, e sob o estresse causado por bombardeios que poderiam durar, em casos absurdos, uma semana seguida. Quando o silêncio se impunha, ficava o medo, a sensação de que um ataque estava a caminho. De início, toda essa selvageria assustou os próprios soldados.
E eis que, na noite de 24 de dezembro de 1914, um fato extraordinário ocorre entre as linhas inglesas e alemãs em Ypres, na Bélgica.
Ao longo das linhas alemãs, árvores de Natal de repente surgiram, já decoradas, para comemorar a data, pinheiros com velas acessas em seus galhos. Pouco depois era possível ouvir o som das vozes dos soldados alemães cantando. Os soldados aliados passaram também a cantar e, não se sabe bem como, alguém criou coragem e saiu de sua trincheira. Ocorreu então o incrível: nenhum tiro foi disparado e, aos poucos, alguns soldados mais ousados seguiram o exemplo e passaram a ocupar a terra-de-ninguém, o espaço de morticínio que dividia as linhas inimigas no dia-a-dia da guerra. A noite transcorreu com algumas conversas e felicitações.
No dia seguinte, 25, o Natal foi comemorado plenamente, com soldados visitando as trincheiras inimigas e trocando presentes dentro do possível (tabaco, em muitos casos). Há relatos também de partidas de futebol.
O alto oficialato logo ficou preocupado com o que isso poderia significar em relação à disciplina e à consciência, entre os soldados, de que eles, de baixas patentes, eram muito mais parecidos do que diferentes e travavam uma guerra que não era sua.
No dia 26 tudo voltou ao normal, os tiros prosseguiram e a guerra se arrastou por mais quase 4 anos. Mas, por uma noite e um dia, ainda no começo do conflito, os soldados recusaram a lógica assassina do conflito e preferiram celebrar em conjunto.
Dá muito o que pensar, seja você religioso ou não, a respeito de como o ser humano pode ir de um extremo a outro em muito pouco tempo, e sobre como somos capazes, às vezes, de gestos de humanidade e bondade em meio a tanta barbaridade.
Feliz Natal a todos
Texto de Eduardo Galeano.
A explosão do consumo no mundo atual faz mais barulho do que todas as guerras e mais algazarra do que todos os carnavais. Como diz um velho provérbio turco, aquele que bebe a conta, fica bêbado em dobro. A gandaia aturde e anuvia o olhar; esta grande bebedeira universal parece não ter limites no tempo nem no espaço.
Mas a cultura de consumo faz muito barulho, assim como o tambor, porque está vazia; e na hora da verdade, quando o estrondo cessa e acaba a festa, o bêbado acorda, sozinho, acompanhado pela sua sombra e pelos pratos quebrados que deve pagar. A expansão da demanda se choca com as fronteiras impostas pelo mesmo sistema que a gera. O sistema precisa de mercados cada vez mais abertos e mais amplos tanto quanto os pulmões precisam de ar e, ao mesmo tempo, requer que estejam no chão, como estão, os preços das matérias primas e da força de trabalho humana. O sistema fala em nome de todos, dirige a todos suas imperiosas ordens de consumo, entre todos espalha a febre compradora; mas não tem jeito: para quase todo o mundo esta aventura começa e termina na telinha da TV. A maioria, que contrai dívidas para ter coisas, termina tendo apenas dívidas para pagar suas dívidas que geram novas dívidas, e acaba consumindo fantasias que, às vezes, materializa cometendo delitos. O direito ao desperdício, privilégio de poucos, afirma ser a liberdade de todos.
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Senhores,
Este texto veio circulando por facebook até chegar a mim. Escrito em português de Portugal, retrata com bom humor e fina ironia (em especial bem no final) o que por lá acontece. Vale a leitura. Meus cumprimentos ao autor.
Pingo Doce é uma das maiores redes de mercados do país.
”Os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE)
demonstram que o Pingo Doce (da Jerónimo Martins) e o Modelo
Continente (do grupo Sonae) estão entre os maiores importadores
portugueses.”
Porque é que estes dados não me causam admiração? Talvez
porque, esta semana, tive a oportunidade de verificar que a zona de
frescos dos supermercados parece uns jogos sem fronteiras de pescado e marisco. Uma ONU do ultra-congelado. Eu explico.
Por alto, vi: camarão do Equador, burrié da Irlanda, perca egípcia,
sapateira de Madagáscar, polvo marroquino, berbigão das Fidji, abrótea do Haiti?
Uma pessoa chega a sentir vergonha por haver marisco mais viajado que nós. Eu não tenho vontade de comer uma abrótea que veio do Haiti ou um berbigão que veio das exóticas Fidji. Para mim, tudo o que fica a mais de 2.000 quilómetros de casa é exótico. Eu sou curioso, tenho vontade de falar com o berbigão, tenho curiosidade de saber como é que é o país dele, se a água é quente, se tem irmãs, etc.
Vamos lá ver. Uma pessoa vai ao supermercado comprar duas cabeças de pescada, não tem de sentir que não conhece o mundo. Não é saudável ter inveja de uma gamba. Uma dona de casa vai fazer compras e fica a chorar junto do linguado de Cuba, porque se lembra que foi tão feliz na lua-de-mel em Havana e agora já nem a Badajoz vai. Não se faz. E é desagradável constatar que o tamboril (da Escócia) fez mais quilómetros para ali chegar que os que vamos fazer durante todo o ano.
Há quem acabe por levar peixe-espada do Quénia só para ter alguém interessante e viajado lá em casa. Eu vi perca egípcia em Telheiras. Fica estranho. Perca egípcia soa a Hercule Poirot e Morte no Nilo. A minha mãe olha para uma perca egípcia e esquece que está num supermercado e imagina-se no Museu do Cairo e esquece-se das compras. Fica ali a sonhar, no gelo, capaz de se constipar.
Deixei para o fim o polvo marroquino. É complicado pedir polvo marroquino, assim às claras. Eu não consigo perguntar: “tem polvo marroquino?”, sem olhar à volta a ver se vem lá polícia. “Queria quinhentos de polvo marroquino” – tem de ser dito em voz mais baixa e rouca. Acabei por optar por robalo de Chernobyl para o almoço. Não há nada como umas coxinhas de robalo de Chernobyl.
Eu, às vezes penso: O que não poupávamos se Portugal tivesse mar.
JOÃO QUADROS . NEGÓCIOS ONLINE
(TEXTO ESCRITO EM COMPLETO DESACORDO ORTOGRÁFICO)
Senhores,
Ao contrário do que pode inicialmente parecer, a guerra não é travada da mesma forma por diferentes povos ao longo da história, nem com os mesmo objetivos. Vencer o inimigo e massacrar sua população ou conquistá-la e usufruir de seus recursos nem sempre foi a norma.
Neste curso, abordarei a guerra como um fênomeno cultural diretamente ligado aos seus respectivos contextos histórico-sociais. A partir de uma análise sobre o conceito de guerra e as suas diferentes tipologias, o objetivo do curso é traçar paralelos entre a forma ocidental de guerrear, nascida na Antiga Grécia, e as formas não ocidentais de conflitos militares. Dentre os vários exemplos que serão abordados, destacamos a guerra polinésia, os mamelucos do Egito, os samurais, os ianomamis e astecas, além dos gregos, romanos, germânicos e celtas. Por fim, abordarei os diferentes tipos de conflito hoje existentes, como guerras simétricas ou assimétricas, regulares ou irregulares.
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