19 de Agosto, Dia Mundial da Fotografia

Oi pessoal,

Hoje se comemora o Dia Mundial da Fotografia.

Simbolicamente a fotografia foi revelada para o mundo em 19 de agosto de 1839, na França, através do trabalho de Louis Jacques-Mandé Daguerre. A data marca a apresentação pública que Daguerre fez na Academia de Ciências e Academia de Arte de Paris.  O Estado francês comprou de Daguerre os direitos sobre sua invenção mediante o pagamento de uma pensão vitalícia; em seguida, o mesmo governo deu a fotografia ao mundo como presente, de forma que a técnica conhecida como daguerreotipia pudesse ser praticada por qualquer pessoa. O primeiro uso registrado no Brasil é de 1841.

 

Na prática, diversos outros pesquisadores estavam trabalhando em paralelo e obtendo resultados positivos, a fotografia era uma ideia prestes a tomar forma fosse por um caminho ou outro, não apenas por conta desses pioneiros mas também (e talvez sobretudo) por todo um contexto histórico e pelos avanços nas áreas da química e da óptica, que permitiam não apenas controlar a luz para formar uma imagem mas também fixar essa imagem. O próprio Daguerre herdou a pesquisa de seu sócio, Niépce, falecido alguns anos antes. Na Inglaterra, Fox Talbot e Herschel também estavam desenvolvendo métodos semelhantes. O Brasil também não ficou de fora: em Campinas, Hercule Florence, um boticário, desenvolveu um método para criar rótulos para seus produtos que era, na prática, um método fotográfico. O século XIX foi um momento de muita ênfase na ciência mas também de rápida urbanização, crescimento populacional e expansão neocolonial europeia, bem como de outros países. Era preciso registrar as cidades, as pessoas, os locais, as grandes obras, os conflitos. O mundo começava a se tornar visual no sentido que pensamos hoje, da preponderância das imagens. 

O princípio científico que orientou a concepção da câmera fotográfica era antigo, conhecido há milênios: a câmara escura, usada por pintores, desenhistas e astrônomos. Como se vê na imagem, era uma sala totalmente escura (sem iluminação) com um pequeno orifício em uma das paredes para permitir a entrada de luz. Essa luz incidia sobre a parede oposta (preferencialmente pintada de branco). O orifício da câmara escura deixava passar para o interior alguns desses raios incidiam na parede branca, criando uma projeção da imagem exterior, porém de orientação invertida tanto na horizontal quanto na vertical. A adaptação de uma lente ou conjunto de lentes permitiu posteriormente aproveitar melhor a luz e produzir imagens mais nítidas.

 

A parte óptica da formação de uma imagem não foi a grande novidade descoberta no século XIX. A novidade foi o desenvolvimento de uma forma de gravar e fixar essa imagem. Este desenvolvimento dependeu especialmente de avanços químicos, tanto no sentido de desenvolver superfícies fotossensíveis quanto no sentido de criar uma forma de fixar esta imagem em caráter permanente. A fotografia só pode existir a partir desse momento.

Os suportes sobre os quais se fixaram as imagens variaram muito ao longo da história, de acordo com a tecnologia da época. Desde os suportes mais antigos (placas de metal cobertas de uma emulsão fotossensível), passando por chapas de vidro,  pelos filmes plásticos e chegando aos sensores digitais, a ideia básica se mantém: a luz incide sobre uma superfície capaz de armazenar ou codificar a informação.

Quer fazer uma experiência bacana? Use um cômodo da sua casa em que haja uma janela, de preferência voltada para a rua ou para algum lugar amplo, com detalhes (não uma janela que abra para um corredor com muro, por exemplo) e tenha uma parede lisa, branca, do lado oposto ao da janela. Tampe a janela com uma placa de madeira, papelão grosso ou qualquer outro material que impeça a luz de passar. Faça um pequeno furo nessa placa. Sente-se, espere seu olho se acostumar à escuridão (evite fica no celular rs) e veja a mágica acontecer: na parede branca vai aos poucos se formar a imagem invertida da vista que você teria da janela. Depois vem contar o que achou 🙂

 

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