Os protestos no Brasil e no mundo

DSCF0796

Senhores,

Hoje, em SP, será realizado o quinto ato de protesto contra o aumento da tarifa de ônibus. Ocorre que, na prática, o ato vai muito além disso.

De fato, o movimento iniciou-se por conta do aumento tarifário, mas acabou ganhando proporções muito maiores e desenvolveu-se de uma maneira que, talvez, ainda não consigamos entender plenamente. Certos fatos só são totalmente compreensíveis com algum distanciamento no tempo. Longa duração…

De início as manifestações foram rotuladas de “revolta de jovens sem causa”, burguesas” e outros adjetivos que a mídia conservadora espalhou aos quatro ventos, ao argumentar que quem tem IPhone pode pagar os R$0,20, ou que esta quantia não faz diferença. Tais argumentos são facilmente derrubáveis.

Em primeiro lugar, R$0,20 em cada jornada fazem sim diferença. Um trabalhador que use 4 conduções ao dia, gastará R$0,80. Se for, por exemplo, um casal, essa quantia dobra. Considerando que um quilo de pão custa algo como R$6,00 em uma padaria simples como as das nossas periferias (não uma padaria-boutique), vê-se que os tais R$0,20 tão insignificantes somam algo como quatro ou seis pães/dia. Só alguém mal informado ou mal intencionado pode dizer que isso não faz diferença para um país com a nossa realidade.

Em segundo lugar, ter ou não as condições de pagar pelo aumento não quer dizer que sejamos obrigados a aceitar. Este raciocínio é tão raso quanto argumentar então que quem tem dinheiro para pagar uma faculdade particular não deve fazer uma pública, ou ao menos não deve reclamar de sua qualidade ou de suas condições. Ou ainda, que brasileiros ricos que podem se mudar para o exterior não podem reclamar da bandalheira que aqui ocorre. Obviamente, o argumento não procede. Existe algo chamado SOCIEDADE e CIDADANIA. Se a sua sociedade tem um problema, você tem um problema. Pensar no conjunto, pensar no todo, é direito e dever de todo cidadão. Lutar pelo bem comum, também.

O ponto essencial, no entanto, não é esse. É público e notório que o Brasil tem problemas em grande quantidade. É fato, também, que o acúmulo desses problemas somados ao descaso do Estado (e causados por ele), chegou a um ponto extremo. Em um país que ainda tem milhões de pessoas abaixo da linha da pobreza, gasta-se fortunas em estádios e salários de políticos que são exorbitantes. Falta infra-estrutura, falta transparência, falta investimento.

Em paralelo, estamos vivendo um momento histórico em escala global: as mídias sociais democratizaram o aceso à informação de uma forma realmente revolucionária. Protestar em grande escala hoje é barato e é possível, contornando o monopólio da informação exercido pelos grandes grupos de mídia. Hoje, o cidadão comum pode se manifestar para o mundo de dentro da sua casa. Esta mudança fundamental nas comunicações humanas ainda não foi compreendida em sua totalidade, nem por governos, nem pela população, mas é uma poderosa arma popular.

Olhemos em volta. Será realmente possível dizer que a “Revolução de Jasmim”, nome dado ao levante na Tunísia em dezembro de 2010, centelha criadora da “Primavera Árabe”, realmente começou porque o jovem Mohamed Bouazizi se suicidou? Será que a Praça Tahrir, no Egito, foi apenas uma movimentação detonada pela revolta tunisiana? Os “indignados” da Espanha, foram às ruas apenas porque tunisianos e egípcios o fizeram? E assim, por excesso de tempo livre e nada para fazer, teriam explodido os movimentos “Occupy” em escala global e “99%” nos EUA? E, por fim, os manifestantes turcos da Praça Taksim estariam realmente protestando apenas por conta da derrubada de algumas árvores e da destruição de um parque, uma área verde?

No caso dos movimentos “Occupy” e “99%”, muito se falou sobre a suposta falta de objetivos e metas. De fato, a pauta de reivindicações era difusa, mas isso não diminui a validade do protesto e demonstra que, de fato, a frustração é geral. A falta de um “alvo claro” não é falta de propósito, é sinal da falência do sistema em ampla escala e diversos campos. O Brasil insere-se, assim, em um contexto muito maior, latente há anos e radicalizado por conta da crise econômica iniciada em 2008.

Será tão difícil para os “analistas” e “especialistas” perceberem isso?

Movimentos são exatamente isso: movimentos. São dinâmicos. Iniciam-se tendo como fagulha um evento em especial, mas simbolizam muito mais do que a alegada causa original. Simbolizam o cansaço que existe em qualquer sociedade em que a política passou a atender interesses que são tudo, menos os anseios populares. Quando esses governos são pródigos nos gastos e corruptos e ineficientes, o cenário está montado. No caso dos atuais movimentos surge ainda outra questão: por serem eventos espontâneos criados por uma situação de saturação, não há líderes claros, não há hierarquia. O poder público é hierárquico e só consegue se relacionar com poderes deste mesmo tipo. Não sabe lidar com os movimentos  desse novo tipo.

No mais, os governadores de Rio e São Paulo argumentaram, semana passada, que os protestos tem um fundo político, como se houvesse uma conspiração contra eles. Mas que manifestação contra a incompetência do Estado não é política? É e tem que ser política, política se faz todo dia, democracia não é votar a cada quatro anos.

No Brasil, o movimento está longe de ser unicamente paulista. Porto Alegre, Fortaleza, Rio de Janeiro e muitas outras capitais e grandes centros do interior estão se levantando, com maior ou menor cobertura midiática. E mais, estão se apoiando, como no caso de uma passeata carioca em que o povo gritava: “São Paulo, São Paulo, não para de lutar!”. Em cada cidade a crítica é a um ponto específico: a tarifa do transporte público, o gasto excessivo coma  construção do Estádio Mané Garrincha em Brasilia. Sintomaticamente, o estádio brasiliense é o mais caro entre todos os que estão sendo construídos ou reformados para a Copa. O povo foi às ruas. Ainda que sejam questões locais, o pano de fundo é o mesmo: ineficiência dos poderes públicos, acúmulo de frustrações, corrupção e desigualdade.

O que os novos movimentos mostram no Brasil é o que já foi visto também em outros países: uma nova forma de protesto que renega o espaço institucional tradicional, visto como falido. O diálogo não será nos escritórios ou gabinetes, será nas ruas. Além disso, grupos sociais antes separados, agora estão juntos. Quem foi a uma das manifestações viu isso com os próprios olhos. Viu também que o movimento é pacífico e que os “vândalos” são minoria absoluta, ou ainda que o ataque em alguns casos partiu da polícia. Uma nova forma de se organizar surgiu: alunos de medicina prestando atendimento nas passeatas, alunos de direito defendendo habeas corpus aos manifestantes presos, pessoas das sacadas de seus apartamentos registrando a violência policial e disponibilizando os vídeos na internet, ou jogando garrafas de vinagre para os manifestantes.

Não há comparação direta entre o que acontece no Brasil e no Egito, por exemplo. Lá vivia-se uma ditadura, aqui não. Porém, a violência das nossas polícias fez muito para reduzir esta distância. Graças à ação policial e ao ataque direto à mídia e pessoas comuns, as manifestações aumentaram, ao invés de diminuir. Medidas ridículas como a proibição da circulação do vinagre só serviram para gerar mais piadas na internet e mostrar o quanto as autoridades estão perdidas, atarantadas. “V de Vinagre” foi a bem-humorada resposta dos manifestantes.

Por fim, é importante manter a vigilância. Há uma tentativa dos partidos políticos de transformar as manifestações em uma questão partidária, e este é um risco a respeito do qual é essencial manter-se alerta. Não se trata aqui de criticar apenas um partido ou uma pessoa, já que os problemas que geraram a crise são antigos e de responsabilidade de toda a camada política, não apenas dos últimos governos. Isso não é, de forma alguma, uma defesa dos governos que aí estão e de seus partidos, já que eles são culpados também. É um alerta. É fundamental que as manifestações continuem sendo espontâneas para que não haja um “sequestro” do movimento para ajudar a servir causas partidárias. Caso contrário, o oportunismo histórico dos nossos partidos canalizará essa força de acordo com seus interesses. Note-se: em 2014 haverá eleições federais e estaduais. Não sejamos ingênuos: os rumos desses movimentos e seus desdobramentos serão peça-chave no cálculo político para definir o cenário político no ano que vem, as ações tomadas hoje terão reflexos eleitorais e podem mudar a relação de forças. Por isso, novamente, é fundamental impedir a partidarização dos movimentos. Isso não significa, como pedem alguns, lutar pela extinção dos partidos. Trata-se apenas, insisto, de impedir que o movimento seja tomado por apenas uma linha política seguidora de um partido em particular.

Sob qualquer perspectiva, vivemos dias históricos. Lima Barreto, em frase famosa, afirmou: “O Brasil não tem povo, tem público”. Talvez estejamos começando a nos livrar dessa sentença.

Aos que argumentam que tudo isso não levará a nada, uma última opinião: talvez o efeito imediato seja menor do que o esperado. É, aliás, bem possível. Tarifas podem se manter, nada mudará da água pro vinho ou do dia para a noite. E isso não é uma visão derrotista. Apesar das mudanças na superfície serem eventualmente pequenas, que não reste dúvida: a relação estrutural entre povo e poder público mudou. Qualquer agente estatal ou político com o mínimo de inteligência já percebeu que nunca mais as coisas serão como antes. Uma vez desperto, o povo ganha confiança. Manifestações contra desmandos e corrupção continuarão ocorrendo, as forças serão obrigadas a se repensar e reorganizar. As coisas já mudaram, tenham certeza. Talvez a mudança seja pequena quando vista de perto, mas é estrutural e veio para ficar.

Frase que circulou pela internet, cuja autoria infelizmente desconheço: “Não somos apenas os filhos da democracia, somos também os pais da próxima revolução”.

Um grande abraço a todos.

24 comments

  1. Aqui em porto velho-RO saímos p/ rua numa manifestação pacífica e dia 20 terá outra, ontem mesmo tiveram movimentos na Irlanda, Nova Iorque e outras cidades em apoio ao Brasil. Mesmo assim, nenhum jornal mostrou o que está acontecendo, ao contrário estão distorcendo os fatos. E como assim rebeldes sem causa? Mais causas que nós temos é impossível! O que resta é tentar divulgar para as pessoas que só assistem tv e ficam alienadas achando que nós somos baderneiros! Obrigada pela divulgação.

  2. Demais! Causa até uma certa emoção de pensar no que está por vir e como essas “pequenas” mudanças estruturais podem ser fundamentais para o nosso desenvolvimento como nação.

  3. faça um vídeo daniel, assim podemos mostrar para os alunos, passar por e-mail. vai ser legal.
    Sds

  4. Ah sim, parabéns pelo texto, muito bem escrito e de análise séria.

  5. Sem dúvida um excelente texto! Uma raridade diante de tantas distorções que estão sendo feitas pela mídia.

  6. qual seria um bom contra-argumento para o fato de que quem paga os passes de onibus de alguns dos trabalhadores sao as empresas?

  7. Brilhante. Simplesmente. Observações claríssimas e muito perspicazes.

  8. De 2011 pra cá não houve evolução, nem em quantidade e nem em qualidade, das manifestações “ocuppy”, “indignados”, “yo soy 132”, etc; a mais importante de todas, a considerada por alguns como uma “primavera árabe”, acabou jurando a liberdade sobre o alcorão.
    Gostaria de estar entendendo todo o “otimismo estrutural” que marca inexoravelmente a grande vitória da sociedade civil, que faz protestos isolados de sentido ideológico e pragmático. Vejo apenas uma externalização que diz “não queremos viver num mundo regido por prioridades elitistas”, quando, fora da patota idealista, a grande maioria das pessoas são em essência inautênticas e carecem de críticas sobre o ethos social no qual são, e o qual foi edificado por e para um mundo regido, sim, por prioridades elitistas.
    A nossa vitória em entender e nos indignarmos com o sistema político-econômico vigente revela a profundidade de uma patologia maior: não entendermos que ao nos livrarmos dele, teremos que necessariamente nos livrarmos de nós mesmos.

  9. Elias, acho cedo para julgar. Lembre-se que a Rev. Francesa durou 10 anos e teve vários ciclos internos. A Primavera Árabe realmente acabou? Ou essa presença religiosa é só uma fase? Será que nada mudará na forma como os políticos veem o povo no Brasil? Hoje há marchas em diversas capitais, em paralelo.

  10. Não sei se é cedo ou tarde, pois não fiz nenhuma sentença sobre o futuro, mas uma constatação do que é ser ocidental atualmente e o que significa revolucionar este sistema. A propósito, lembro-te também que, apesar dos estandartes da “liberté, égalité, fraternité”, a Revolução Francesa e as demais revoluções liberais geraram uma organização político-econômica não muito menos injusta que a anterior. Graças a isso tivemos a Marx.
    Há que ser realista e reconhecer também os riscos em revolucionar um sistema, pois sabe-se lá de que lado a tortilha pode cair.
    E estarás te perguntando o por que de eu insistir no termo revolucionar, explico. A questão não é ,segundo eu vejo, de como nosso governo olha para nós, senão que de como um Estado Nação submetido ao Capital Transnacional nos olha. Reformar o sistema político de forma efetivamente democrática e nacionalista significará, sim ou sim, em revolucionar o sistema econômico-social nacional, de modo a oferecer resistência ao sistema capitalista transnacional e seus lacaios tupiniquins. Isso não são R$00,20 de protesto, senão que um alvo muito mais difícil, complexo, e por que não, mais violento do que desejamos; e friso mais uma vez, desconfio de que haja este nível de entendimento sobre a realidade econômica na população em geral que hoje inundou as ruas, e sobre tudo, desconfio de que hajam culhões para fazer as coisas mudarem de verdade, pois isso implica uma idealização de si mesmo desatada da ideologia disseminada pelo status quo; também, nesse tipo de panorama revolucionário, uma classe política costuma centralizar o poder de modo a estabelecer as mudanças necessárias.

  11. Lindo o texto!

    Adorei essa parte:
    “No mais, os governadores de Rio e São Paulo argumentaram, semana passada, que os protestos tem um fundo político, como se houvesse uma conspiração contra eles. Mas que manifestação contra a incompetência do Estado não é política? É e tem que ser política, política se faz todo dia, democracia não é votar a cada quatro anos.”

    Sim, o fazer política é, acredito eu, participar da sociedade, melhorando-a.
    É bem bacana ver o povo se reunindo e mobilizando-se por meio das redes sociais🙂

  12. É tão bom ver uma análise equilibrada dos fatos, sem partidarismos, sem preconceitos, sem rancor acumulado e segundas intenções… parabéns, pelo artigo e ótimo site!

  13. Discordo de alguns pontos. Diria que, na verdade, à uma tentativa clara da mídia e de grupos reacionários de transformar o movimento em uma questão antipartidária, separando o movimento não de só de vários partidos (como o PCB, o PSTU) que há vários anos participam de movimentos nas grandes cidades brasileiras pela Tarifa Zero, como também dos próprio movimentos organizados que o geraram, como o próprio MPL, movimentos sindicais, etc.

    Obs: não sou filiado a nenhum destes partidos, nem me considero representado por eles, mas negar a participação de partidos no movimento quando eles próprios ajudaram a construí-lo é muito injusto. Partidos são a forma básica de organização da sociedade em uma sociedade democrática.

  14. Prof. Daniel, achei seu texto sensacional! Traduz o que sinto, responde todos os questionamentos que tive com relação a essas manifestações. Parabéns pelo excelente trabaho que tem feito! Abraços!

  15. Gabriel, talvez a discordância não seja tanta. Atente também para um fato: o texto foi escrito na manhã do dia 17. Isso é fundamental, já que há uma clara divisão na magnitude dos protestos entre uma marcha e outra. Os 3 primeiros atos contra a tarifa foram relativamente pequenos e mal vistos (estive no 3o). No quarto ato (dia 13, uma quinta), a ação violenta da PM atingiu a mídia e a cobertura da imprensa mudou. Restava a pergunta: como será o 5o ato? A resposta veio na 2a feira, e foi maciça. Eu também estive presente, como estive no ato de ontem, 3a feira dia 18. Houve uma grande mudança em escala e também composição do público. Pelo que vi (opinião pessoal), os 4 primeiros atos foram de fato contra a tarifa e mais uma ou outra questão pontual, mas ainda não se falava contra o governo em geral, contra a PEC 37 e tudo mais. O 5o ato foi bem diferente.

    O meu texto não nega a participação dos partidos, eles estavam lá, eu vi as bandeiras. E vi também muita gente gritando e pedindo que as bandeiras fossem baixadas. Vi também gente gritando contra a partidarização.

    Lembre-se que os movimentos conservadores também são partidários. Suponhamos que, de repente, um partido que seja contra o governo Dilma comece a engrossar as passeatas para transformá-las em atos contra o governo federal. Isso não é um tipo de partidarização? Você seria a favor? Hoje há uma notícia em circulação que afirma (não posso provar, mas é um exemplo) que quem atacou a prefeitura de SP ontem foi gente paga por um certo partido para desmoralizar a manifestação ou criar o caos. Já há gente pedindo o impeachment da Dilma pela internet. Este é o ponto: se o movimento for partidarizado desta forma, será “sequestrado” e muita gente acabará servindo a ideais políticos sem perceber. É manipulação da frustração popular na minha opinião.

  16. Concordo que partidos, da direita ou da esquerda, estejam procurando participar do movimento. É como dizem, ele está em disputa. Mas pior que essa disputa, é o aparecimento de um discurso, a meu ver ainda mais forte, que nega a participação dos partidos (com relatos de militantes terem sido agredidos por não concordarem em abaixar suas bandeiras) e criam o ódio a qualquer forma de organização política. Discursos como “abaixa a bandeira do partido e levanta a do Brasil”, “meu partido é o Brasil”, vários nacionalismo e ufanismos que, na minha opinião, parecem se aproximar perigosamente do tipo de sentimento que deu origem ao golpe militar.

  17. Pelo menos em São Paulo, todos, independente de utilizarem o transporte público ou não, contribuem em forma de impostos para cobrir os subsídios. Como se não pagássemos impostos suficientes…

  18. Gabriel, concordo com você, apesar de acreditar pessoalmente que não há a menor chance de um golpe agora, acho que nem os militares querem, fora um ou outro general de pijama.
    Quando falo da partidarização, falo no sentido de um partido se apropriar do movimento para atingir os seus fins. Tão perigoso quanto o discurso que você citou é incitar a multidão a pedir o impeachment da Dilma, por exemplo. Independente de visão partidária, impeachment é coisa séria e não pode ser tratado assim. Além disso, essa postura gera desinformação, como se segurança nos estados e transporte público municipal fossem questões da presidência, e não são.
    Não sou contra a participação das pessoas de todos os partidos nas manifestações, mas as manifestações não podem se tornar uma arma de um partido contra outro. Todos os partidos tem culpa nesse caos.

Os comentários estão desativados.