Rússia, envenenamentos e abalo das relações com o ocidente

Oi pessoal,

 

Uma das polêmicas recentes entre a Rússia e o Ocidente envolve o envenenamento de ex-espiões russos em solo britânico. O caso não é único.

Em 2006, Alexander Litvinienko, ex-agente russo, foi envenenado no Reino Unido com um elemento radioativo chamado polônio 110. Na época afirmou-se que a quantidade de polônio encontrada em seu sangue seria suficiente para envenenar 100 pessoas.

No início de março de 2018 Sergei Skripal e sua filha Yulia foram encontrados sentados em um banco praticamente inconscientes. Desta vez o envenenamento teria sido através de um gás chamado Novichok. Skripal também é um ex-agente russo que foi preso na Rússia sob a acusação de ser um agente duplo, ou seja, de na verdade trabalhar para o Reino Unido.

Os dois casos são bastante graves pois envolvem armamentos sofisticados e proibidos (no caso do agente químico usado contra Skripal). Além disso, os dois casos deixam claro que houve uma ação extremamente organizada para que esses agentes venenosos pudessem entrar no Reino Unido sem ser notados. Por fim, como as vítimas demoraram algum tempo para serem atendidas, quem quer que tenha levado adiante os ataques conseguiu escapar também sem ser detectado, independentemente de ainda estar em solo britânico ou não. Ou seja, há uma soma de assassinato, agentes letais proibidos e falhas do sistema de segurança do Reino Unido.

O incidente ocorre em um momento tenso. A Rússia também vem sendo acusada de usar redes sociais e notícias falsas para interferir em processos eleitorais como a eleição de Trump, o Brexit e outras votações na Europa. Ocidente e Rússia também estão de lados opostos em crises como Ucrânia e Síria. As tensões entre a Rússia e o ocidente são muitas, como se vê neste post do ano passado também.

A soma de todos esses fatores levou o Reino Unido, os EUA e mais 14 países do bloco europeu a expulsar diplomatas russos, uma medida simbólica de forte significado e de escala até então inédita em tempos recentes.

Há ainda uma última questão que pode aparecer como tema relacionado. Em 2006, o então candidato à presidência da Ucrânia Viktor Yushenko também foi envenenado. As suspeitas recaíram sobre Putin pois a plataforma política de Yushenko buscava aproximar a Ucrânia da União Europeia, afastando-a da esfera de influência da Rússia.

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