O tema de hoje é o Massacre na Praça da Paz Celestial em 1989

Um dos destaques do ano, é termos de aniversários, é este evento ocorrido na praça conhecida, também, como Tiananmen.

Começamos o post com a foto icônica de Jeff Widener. Davi e Golias, o forte e o fraco, o desejo por liberdade levando o homem solitário a enfrentar os tanques, carne contra aço. Todas essas são leituras possíveis, por isso a foto é tão famosa.

Como começou o movimento?

O movimento iniciou-se de forma curiosa: a morte de um líder reformista do Partido Comunista levou as pessoas às ruas, pois esse mesmo líder havia sido afastado do partido por seu reformismo e os manifestantes exigiam que houvesse uma homenagem. Estudantes e setores liberais quiseram comparecer ao funeral, mas foram proibidos pois o governo temia que o funeral virasse um ato político. A mídia oficial distorceu as ações, em especial de estudantes, como se a exigência de uma homenagem a um líder reformista fosse uma atividade subversiva.

Aos pouco so protesto cresceu e passou e expressar o desejo por mudanças na rígida estrutura do país. Protestos surgiram em diversas cidades.

Qual o contexto geral?

O contexto geral é importante,  1989 é um ano extremamente simbólico já que todos os países socialistas passavam por abalos. Na URSS, as políticas da Glasnost e da Perestroika levavam o povo a conhecer melhor (e criticar) as ações do governo. Na Alemanha Oriental, iniciava-se o processo que levaria, no fim do ano, à queda do Muro de Berlim.

Como o movimento cresceu?

As ações do governo no sentido de desqualificar o movimento acabaram por gerar mais insatisfação.

No início de maio, passeatas na capital chegaram a juntar, segundo algumas fontes, 100 mil pessoas. Iniciou-se, também, uma ocupação mais prolongada da Praça da Paz Celestial, em Pequim, e uma greve de fome.

Como ocorreu o massacre?

Com a crise crescendo, o governo passou a temer que a situação saísse do controle. Parte do Partido era a favor de uma solução negociada, outra parte era a favor do uso da força. Venceu a parte favorável à intervenção armada, e na madrugada do dia 3 para 4 de junho de 1989, tanques de guerra e soldados foram mandados à praça para dispersar a manifestação. Muitos moradores de Pequim se opuseram ao governo, houve confrontos em várias partes da cidade, construção de barricadas e mortes.

Qual o resultado?

Ao fim, prevaleceu a vontade do governo. A manifestação foi abafada em Pequim e outros locais.

Os números de mortos e presos diferem bastante, desde algumas centenas (de mortos) até dezenas de milhares. Os extremos seriam 319 mortos ou até 10 mil.

O Partido Comunista Chinês, dividido pela questão, expurgou os membros mais liberais e tirou dessa situação a “lição” de que há sempre “inimigos internos” perigosos, ou seja, que é preciso sempre estar atento. Ao fim, a manifestação foi usada pelo governo como forma de justificar seu domínio rígido sobre o país.

 

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