Live sobre China, democracia e autoritarismo

Perdeu nossa Live sobre China a partir das questões de Hong Kong?

Sem problema, e só dar uma olhada aqui.

Tema forte pro ano, cheio de relações que os professores Daniel e Rodolfo exploraram na transmissão da semana passada.

Tem também um post sobre Hong Kong aqui mesmo, é só clicar.

Já viu nossas REVISÕES online? Vale a pena, clica aqui!

 

Hong Kong: perguntas e respostas

Pessoal, hoje o tema é Hong Kong

E por que tratar Hong Kong? Por conta dos recentes protestos e das possíveis relações com outros temas desse ano ou do passado.

Bora?

O que é Hong Kong?

Hong Kong é uma região administrativa especial da China (a outra é Macau), uma região que, como diz o nome, segue outras regras quando comparada à China continental.

Isso é uma herança do passado como colônia britânica: o Reino Unido anexou a região no século XIX (Guerra do Ópio, 1839-42) e a devolução foi feita apenas no fim do século XX (1997). Inicialmente a colônia era uma ilha, depois foi ampliada para o território da península de Kowloon. Desde a devolução, a região vive sob esse tal regime diferenciado, que inclui bandeira, passaporte, câmbio e moeda diferentes da China, por exemplo. Há também um judiciário local e um poder executivo com grande grau de autonomia também, para questões internas. Na prática, Hong Kong está sob o domínio da China continental em termos de política externa e defesa.

Hong Kong é também um grande centro financeiro capitalista. Sua economia, isoladamente, seria a 30a do mundo, fortemente liberal. Sua moeda é a oitava mais negociada do mundo.

Sua população é de 7 milhões de pessoas.

Qual é a crise atual?

O estopim da crise foi a proposta de uma nova lei que permitiria extraditar criminosos para a China continental.

A lei é vista como uma tentativa de reduzir a autonomia de Hong Kong, algo que de fato o governo chinês vem tentando fazer nos últimos anos. Carrie Lam, a governante local, garante que não houve pressão de Pequim, mas o temor permanece.

Grandes manifestações ocorreram recentemente, levando até um milhão de pessoas para as ruas (de uma população de sete milhões).

Houve outras crises recentes?

Sim, em especial a chamada “Revolução dos Guarda-Chuvas”. O nome deriva do uso de guarda-chuvas por parte dos manifestantes para se proteger das bombas de gás lacrimogênio e dos sprays de pimenta que a polícia usou durante os protestos.

A crise teve início quando o governo da China continental buscou interferir nas eleições de Hong Kong. Como dito, Hong Kong tem um sistema bastante autônomo, o que inclui eleições locais para o governo regional. A proposta chinesa incluía criar uma lista de candidatos pré-aprovados por Pequim, o que na prática faria com que as eleições fossem indiretamente direcionadas.

O movimento foi reprimido.

 

Algum outro tema relacionado?

Sim: vale a pena lembrar nosso post recente sobre o Massacre na Praça da Paz Celestial, que esse ano comemora 30 anos. Há uma relação direta no que tange à busca por democracia que enfrenta repressão do governo central. Um tema pode, assim, puxar o outro. E, claro, o governo de Pequim está ciente do simbolismo das datas.

Já viu nossa REVISÃO de ATUALIDADES online? Vem conhecer 🙂

UERJ – respostas e comentários

Oi pessoal, vamos ver as respostas da UERJ e as dicas?

Não viu o post de ontem? Dá uma olhada aqui.

Neste post de hoje a ideia é responder as questões e explicar um pouco cada processo trabalhado por elas.

Vamos analisar as questões e ver umas dicas?


 

Alternativa: B
O Brexit é acima de tudo, hoje, um problema econômico para os britânicos, pois a saída do bloco europeu terá impactos muito mais graves do que os previstos antes. A dica está no comando da questão, em “novas relações com o bloco europeu”. Bom..o bloco é econômico, certo? A resposta então deveria ir na mesma direção, já que os prejuízos de sair de um bloco econômico serão também econômicos.

Esse vídeo aqui pode ajudar. Este post aqui traz perguntas e respostas sobre o tema.

E como está o processo do Brexit? Uma novela…
Na prática, com a recente queda da Primeira Ministra e a não aprovação de um plano para o Brexit, a discussão pode se prolongar ainda até outubro. Trataremos do tema assim que algo mais for decidido.



Alternativa: B

O texto dá a resposta ao dizer que “os países europeus fecham suas fronteiras e ignoram que essas vítimas vão morrer justam,ente tentando fugir da situação que eles (países europeus) criaram”. Nesse caso o texto de fato era fundamental: sempre leia bem o texto!

Dá uma olhada aqui, aqui, aqui e aqui

Alternativa: B

A charge faz uma ironia. Tudo é igual entre os dois lados, exceto pela aliança com os EUA. Essa aliança (e isso a charge não comenta, é conhecimento externo) se dá pela economia: a Arábia é uma grande compradora de produtos dos EUA e, acima de tudo, uma grande fornecedora de petróleo, essencial para a economia dos EUA.

Aqui tem um vídeo sobre o tema, aqui também e  sobre a Arábia Saudita, basta ver aqui

 

Alternativa: D
Essa questão é muito bacana e vai na linha de um aniversário: 30 anos da queda do Muro de Berlim. A queda do muro possibilitou a fusão de dois Estados e a reunificação da nação alemã (faremos uma live sobre isso). Vejam que o texto fala de consular a população envolvida, ou seja, levar em consideração a vontade das pessoas.

Em uma definição rápida, Nação pode ser entendido como um conjunto de pessoas ligadas por “laços naturais” que servem (os laços) para dar base à criação de um Estado. Claro que “laços naturais” é uma definição ampla, que abre espaço para diversas manipulações. Seriam laços raciais? Religiosos? Territoriais? Nações são, assim, projetos políticos de quem está no poder ou quem quer chegar ao poder.

Aqui tem uma playlist de conceitos básicos em política. Veja também nosso post sobre as eleições europeias? Por fim, fica a dica: o aniversário da queda do Muro de Berlim pode gerar comparações com outras barreiras ainda existentes no mundo hoje, dá uma olhada nesse post aqui.

 

Alternativa: C

Essa questão também não apareceu sem razão. Questões raciais estão se tornando mais graves (no sentido da violência) no mundo todo. Aliás, anota aí: tem crescido o ódio contra os judeus na Europa. Supremacistas raciais são hoje, para o FBI, a maior ameaça, a maior forma de terrorismo dentro dos EUA. A questão da UERJ exigia conhecimento do racismo dos EUA, a Ku Klux Klan foi originalmente fundada após a guerra civil dos EUA como uma forma de resistência, no sul, contra os valores do norte. Um desses valores era justamente a abolição, a liberdade dos negros, o que deu à Klan seu caráter racista mais destacado.

Pra se aprofundar na questão racial, dá uma olhada aqui e também aqui

Alternativa: A

A internet é um território democrático. mais do que isso, é uma via de mão dupla em que todos podem consumir e produzir ao mesmo tempo, a primeira mídia que de fato permite este processo de aumento da participação das pessoas. Jornais, TVs e rádio não permitiam isso. Ou seja, houve uma ampliação de inclusão/participação. Com isso cresce também o efeito das fake news: mais gente está exposta a diversas versões sobre vários fatos, muitas vezes versões falsas. Isso só ocorre, reforçando, pelo aumento do número de pessoas conectadas ou, como coloca a questão, pelo aumento da inclusão.

Tem vídeo aqui ó.

Alternativa: D
A questão exigia ou um bom conhecimento do tema e uma leitura atenta, ou uma boa análise do mapa e do enunciado (ou tudo né rs).
Começando pelo mapa, fica fácil perceber que não havia uma ligação territorial entre a Rússia e a Crimeia. A questão explica a razão: a Crimeia era parte da Ucrânia, não da Rússia, até sua anexação (controversa) em 2014. O tema ainda gera debates acalorados. A questão dá dicas também, ao mencionar “mudanças no processo de anexação da Crimeia à jurisdição do governo russo”, indicando uma maior…integração.
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Tem detalhes nesse vídeo aqui.

 

Gostou da prova?

Já deu uma olhada na nossa REVISÃO de ATUALIDADES online? Vários desses temas foram tratados nela, vale a pena conhecer.

Até amanhã 🙂

 

 

Alguns temas já cobrados este ano – UERJ

Oi pessoal, vamos falar de temas que já caíram?

A UERJ neste último fim de semana trouxe diversos temas. Para a nossa alegria (lembrou né?) tem vários vídeos aqui no HO sobre isso.

Essas questões servem também como um indicador dos temas que as equipes de prova estão considerando importantes.

BREXIT: bom…esse era fácil de imaginar. Mesmo sem que o processo esteja concluído, é tema de prova sim. Veja que a questão não cobra o resultado do processo e sim suas origens, seus motivos. Esse vídeo aqui pode ajudar.

A questão migratória tem sido destaque nos últimos anos. Já discutimos esse tema diversas vezes no nosso canal, dá uma olhada aqui, aqui, aqui e aqui

Extremismo é outro tema que volta e meia as provas cobram. Aqui tem um vídeo sobre o tema, aqui também e  sobre a Arábia Saudita, basta ver aqui


Outra questão que está super sintonizado com questões atuais e que faz uma ponte com o passado e um dos aniversários desse ano (olha a dica): nacionalismo é um tema que vem forte aí. Viu nosso post sobre as eleições europeias?

Aqui a UERJ misturou a questão nacionalista com questões raciais nos EUA, dá uma olhada aqui e também aqui se quiser se aprofundar

Internet né? Tema que dominou as provas e redações ano passado, em especial associado à política. Tem vídeo aqui ó.

Essa foi um pouco fora do padrão. Esse ano houve eleição na Ucrânia, é uma forma de tangenciar o tema, e a questão trouxe de volta fatos lá de 2014, que nós também trabalhamos nesse vídeo aqui.

Gostou da prova?

A gente vai fazer suspense viu?

Amanhã sai o post com os gabaritos e as explicações.

Além dos vídeos aí de cima, já deu uma olhada na nossa REVISÃO de ATUALIDADES online? Vários desses temas foram tratados nela, vale a pena conhecer.

Até amanhã 🙂

 

 

Charge a partir do Massacre da Praça Celestial – 3

Oi pessoal, este post traz uma charge feita a partir do massacre da Praça da Paz Celestial

É muito comum que charges sejam releituras de imagens famosas. Para interpretar corretamente, é preciso conhecer tanto a imagem original, quanto a referência que se faz.

Perdeu nossos posts anteriores sobre sobre o Massacre da Praça da Paz Celestial e outras referências?? Dá uma olhada aqui, aqui e aqui também.

Vejamos mais um exemplo.

 

Este caso é curioso.

Edward Snowden, o ex-agente da CIA que vazou segredos do governo dos EUA, inicialmente refugiou-se na China.

O argumento era que sua liberdade estaria ameaçada pelo governo dos EUA.

A charge ironiza o fato: usa os tanques para lembrar que a China é uma ditadura que não respeita as liberdades civis, novamente uma referência aos fatos de 1989. Ao mesmo tempo, um soldado chinês garante que as liberdades civis de Snowden serão respeitadas.

Para saber mais sobre Snowden e sobre as questões vinculadas à internet, veja este vídeo e também este aqui.

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Charge a partir do Massacre da Praça Celestial – 2

Oi pessoal, este post traz mais duas charges feitas a partir do massacre da Praça da Paz Celestial

É muito comum que charges sejam releituras de imagens famosas. Para interpretar corretamente, é preciso conhecer tanto a imagem original, quanto a referência que se faz.

Perdeu nossos posts anteriores sobre sobre o Massacre da Praça da Paz Celestial e outras referências? Dá uma olhada aqui e aqui também.

Vejamos mais dois exemplos.

 

 

As duas charges usam a referência aos tanques e ao manifestante como metáfora do autoritarismo contra o povo.

As duas se passam, desta vez, no Irã, onde também há um governo autoritário. E nas duas há referências aos questionamentos que a população faz ao governo.

Na primeira, o manifestante pergunta “onde está meu voto?”. Na segunda, em que aparece a data de 2009, o manifestante está usando as redes sociais como forma de denúncia.

Assim como no post anterior, o conhecimento dos detalhes facilita a compreensão mas é possível deduzir que as duas tratam de eventos onde houve repressão.

Na verdade, as duas tratam as eleições de 2009, em que houve acusação de fraude (por isso a pergunta do manifestante). O governo reprimiu as manifestações e abafou a notícia, mas a comunidade internacional soube dos fatos pelas redes sociais (por isso o uso do Twitter na segunda charge).

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Charge a partir do Massacre da Praça Celestial – 1

Oi pessoal, este post traz uma charge feita a partir do massacre da Praça da Paz Celestial

É muito comum que charges sejam releituras de imagens famosas. Para interpretar corretamente, é preciso conhecer tanto a imagem original, quanto a referência que se faz.

Perdeu nosso post sobre o Massacre da Praça da Paz Celestial? Dá uma olhada aqui.

Vejamos um exemplo.

 

Nesta charge, lê-se um quase suspiro do soldado no primeiro tanque, algo como “já vimos isso antes e lá vamos nós de novo”. Ao mesmo tempo, há um guarda-chuva onde se lê “Hong Kong”.

A que evento a charge faz referência?

O evento em questão é a “Revolução dos Guarda-Chuvas”.

Não foi exatamente uma revolução, na verdade foi um protesto em Hong Kong ocorrido no final de 2014.

E o que podemos depreender da charge?

Tratou-se, em resumo, de uma manifestação que exigia mais liberdade em Hong Kong, um território que já foi colônia britânica e que hoje é parte da China. Mesmo com um regime diferenciado de liberdades, Hong Kong está efetivamente sob domínio chinês. Por isso existe a referência tanto ao guarda-chuva (que virou símbolo do protesto) quanto à repressão chinesa a quem quer que busque mais liberdade. Mesmo sem saber exatamente o que foi o evento em Hong Kong, a referência aos eventos de 1989 permite fazer essa aproximação: um protesto por liberdade que foi reprimido.

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30 anos do Massacre da Praça da Paz Celestial

O tema de hoje é o Massacre na Praça da Paz Celestial em 1989

Um dos destaques do ano, é termos de aniversários, é este evento ocorrido na praça conhecida, também, como Tiananmen.

Começamos o post com a foto icônica de Jeff Widener. Davi e Golias, o forte e o fraco, o desejo por liberdade levando o homem solitário a enfrentar os tanques, carne contra aço. Todas essas são leituras possíveis, por isso a foto é tão famosa.

Como começou o movimento?

O movimento iniciou-se de forma curiosa: a morte de um líder reformista do Partido Comunista levou as pessoas às ruas, pois esse mesmo líder havia sido afastado do partido por seu reformismo e os manifestantes exigiam que houvesse uma homenagem. Estudantes e setores liberais quiseram comparecer ao funeral, mas foram proibidos pois o governo temia que o funeral virasse um ato político. A mídia oficial distorceu as ações, em especial de estudantes, como se a exigência de uma homenagem a um líder reformista fosse uma atividade subversiva.

Aos pouco so protesto cresceu e passou e expressar o desejo por mudanças na rígida estrutura do país. Protestos surgiram em diversas cidades.

Qual o contexto geral?

O contexto geral é importante,  1989 é um ano extremamente simbólico já que todos os países socialistas passavam por abalos. Na URSS, as políticas da Glasnost e da Perestroika levavam o povo a conhecer melhor (e criticar) as ações do governo. Na Alemanha Oriental, iniciava-se o processo que levaria, no fim do ano, à queda do Muro de Berlim.

Como o movimento cresceu?

As ações do governo no sentido de desqualificar o movimento acabaram por gerar mais insatisfação.

No início de maio, passeatas na capital chegaram a juntar, segundo algumas fontes, 100 mil pessoas. Iniciou-se, também, uma ocupação mais prolongada da Praça da Paz Celestial, em Pequim, e uma greve de fome.

Como ocorreu o massacre?

Com a crise crescendo, o governo passou a temer que a situação saísse do controle. Parte do Partido era a favor de uma solução negociada, outra parte era a favor do uso da força. Venceu a parte favorável à intervenção armada, e na madrugada do dia 3 para 4 de junho de 1989, tanques de guerra e soldados foram mandados à praça para dispersar a manifestação. Muitos moradores de Pequim se opuseram ao governo, houve confrontos em várias partes da cidade, construção de barricadas e mortes.

Qual o resultado?

Ao fim, prevaleceu a vontade do governo. A manifestação foi abafada em Pequim e outros locais.

Os números de mortos e presos diferem bastante, desde algumas centenas (de mortos) até dezenas de milhares. Os extremos seriam 319 mortos ou até 10 mil.

O Partido Comunista Chinês, dividido pela questão, expurgou os membros mais liberais e tirou dessa situação a “lição” de que há sempre “inimigos internos” perigosos, ou seja, que é preciso sempre estar atento. Ao fim, a manifestação foi usada pelo governo como forma de justificar seu domínio rígido sobre o país.

 

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