Crise na Líbia, perguntas e respostas

Líbia: perguntas e respostas

Como começou a crise?

A partir de 2011, com a queda do governo Kadafi/Gaddafi (as duas grafias valem) durante a Primavera Árabe. Após a queda do governo não houve uma estabilização do país, que se dividiu em diversas milícias locais. A soma de fatores: ausência de comando unificado, queda na produção de petróleo e portanto crise econômica.

O cenário de caos também abriu espaço para grupos extremistas islâmicos e redes de tráfico de refugiados para a Europa.

Quando e como a crise se agravou?

Desde a queda de Kadafi, o país tem um governo instalado em Tripoli, capital no oeste do país, com o apoio da ONU. O governante é Fayez Al Sarraj.

Historicamente a Líbia sempre apresentou uma divisão leste – oeste. Tripoli era a capital de Kadafi e o centro de poder do oeste. Bengazi foi o centro da revolta contra Kadafi e é o centro de poder do leste juntamente com Tobruk.

No leste surgiu a figura de Haftar, ex-comandante militar de Kadafi que, inicialmente com apoio do Egito, Rússia, França e Emirados Árabes Unidos, conseguiu unificar esta parte do país que estava na mão de diversas milícias, algumas extremistas.

Inicialmente Haftar e o governo de Tripoli mantiveram alguma colaboração.

O banco central em Tripoli pagava os salários das forças de afta enquanto ele permitia que seus portos fossem usados para a exportação de petróleo.

Esta colaboração não existe mais, alguns meses atrás Haftar avançou sobre o deserto do sul e tomou os maiores campos de petróleo do país.

Qual o quadro atual?

O governo de Trípoli não tem forças armadas sólidas, baseia sua defesa em diversas milícias mais ou menos autônomas e bastante polêmicas, muitos dos líderes são acusados de diversos crimes.

Haftar, algumas semanas atrás, iniciou um avanço militar sobre Tripoli com o intuito de tomar o controle e unificar o país sob seu comando.

A imagem abaixo é do dia 23 de abril, o território de Haftar é o vermelho, o do governo de Tripoli em azul. A fonte da imagem é essa aqui, pode acompanhar em tempo real.

Quais os riscos?

O país pode mergulhar em mais uma fase de combates sangrentos, retomando de vez a guerra civil que na prática nunca cessou de existir totalmente.

Acuada, a população provavelmente buscará fugir em direção à Europa

Esta medida agrava o quadro das ondas de refugiados que atingiram a Europa em 2011 devido à Primavera Árabe e depois com muita força em 2015, auge da crise da SíriaNeste meio tempo sempre houve fluxo de refugiados, variando em intensidade.

 

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