75 anos de crises migratórias


Oi pessoal,

O jornal “The Washington Post” publicou uma análise super interessante de movimentos migratórios nos últimos 75 anos. Não sabe bem como diferenciar refugiados e imigrantes? Dá uma olhada nesse vídeo aqui.

Separei aqui algumas imagens para comentar e ajudar a entender os gráficos. A linha que começa com uma bolinha branca e termina com a bolinha preta mostra a duração da crise em anos. A parte colorida mostra o número de deslocados.

Essa primeira mostra os deslocamentos dos anos 1940 a 1960. Nota-se uma Europa como centro da crise, ou seja, um momento em que as pessoas fugiam da Europa (olha a dica pra prova, isso mudou muito).

Interessante notar também uma coisa: veja como a partir de 1945 a Ásia passa a ter grandes deslocamentos. Já pensou por que?
A resposta: descolonização, processo complexo e muitas vezes violento. A descolonização começou pela Ásia, com destaque para a Índia britânica, e depois atingiu a África.

Vejamos agora a imagem dos anos 1960 aos anos 2000. A partir do meio da década de 1960 a África começa a aparecer nos gráficos. Essas são as independências no continente, muitas vezes misturadas com guerras civis ou seguidas de guerras civis, mais tardias do que as questões asiáticas. As crises asiáticas se mantém, acrescidas agora dos conflitos do Oriente Médio (sempre bom lembrar que o Oriente Médio é parte da Ásia apesar de ser estudado quase como se fosse um continente). Nas Américas há algumas guerras civis na região central do continente e na Colômbia.


Por fim, temos o gráfico a partir dos anos 2000, que mostra a permanência das crises em todos os continentes ainda que tenham diminuído em número. Na Ásia as crises somam o Oriente Médio ao Afeganistão e a questão de Myanmar. Nas Américas há a questão da Colômbia ainda ativa.

 

Em tempos de permanência das crises é fundamental entender o quadro geral, o contexto. A Europa, por exemplo, historicamente foi uma “produtora” de deslocados e não o destino final dos deslocados. E mesmo hoje, atenção! A cobertura midiática sobre as questões europeias acaba criando uma sensação errada de que a maioria dos refugiados do mundo está no continente europeu ou a caminho dele.

Isso está errado.

Via de regra a maioria dos refugiados de uma determinada crise se desloca para os países ao lado do país em crise. Muitos fogem com o que conseguem carregar e nada mais, com idosos e crianças, em situações em que chegar à Europa ou mesmo outra região próxima já é um desafio. Uma vez que se cruza a fronteira e há um ambiente de segurança a maioria dos refugiados se estabelece de forma mais ou menos definitiva tanto por não ter recursos para ir mais longe, quanto por desejar voltar para casa assim que possível.

A imagem da ONU, abaixo, demonstra isso com as maiores crises até o ano de 2016.


Quer ver o estudo completo do Washington Post? O link é esse aqui

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