Samarcanda, cidade mais famosa do Usbequistão

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Aqui estão:
Parte 1: Rota da Seda
Parte 2: Tashkent

Samarcanda já foi descrita como “espelho do mundo, jardim da alma, pérola do oriente, jóia do Islã, centro do universo”.

A região é habitada desde tempos imemoriais por ser um oásis. Foi um dos centros mais importantes da Rota da Seda, teve diversos períodos de glória e ruína apenas para se reerguer. Alexandre, o Grande, ao tomar a cidade teria dito que tudo que ouvira sobre ela era verdade exceto que ela era ainda mais bela do que ele imaginara. Estar em Samarcanda foi realizar um sonho.

A partir do século XIV para o XV, sob Timur/Tamerlão, foi mais uma vez a capital de um grande império. Os descendentes dos timuridas fundaram, na Índia, o império Mughal/Mogol, preservado na arquitetura do Taj Mahal.

O Registão é a praça central/mercado/ centro religioso erguido pelos timuridas. Três madrassas (escolas religiosas) cercam a área aberta que funcionava antigamente como mercado e centro de reunião da população. É o ponto mais famoso do país.

O segundo dia foi passado entre um mausoléu e uma necrópole.

Comecei o dia visitando o mausoléu de Timur, onde além dele estão enterrados vários membros da família. A construção, como tudo aqui, é majestosa, feita para durar e impressionar. Samarcanda aliás é repleta de mausoléus. Timur era descendente de ninguém menos que Gêngis Khan.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Terminada a primeira visita, segui para o complexo chamado Shahir Zinda, a necrópole da cidade, um conjunto comprido, quase uma rua, repleto de tumbas. As primeiras datam do séc. VII. A crer no relato, a mais antiga é de um primo de Maomé, um dos líderes do exército que conquistou e islamizou essa região. Algumas tumbas são menores, outras incluem até mesquitas. Nenhuma é simples.

 

 

Encontrei poucos estrangeiros, como aliás parece ser a regra, e muitos turistas usbeques. Todos, sem exceção, se espantam de encontrar brasileiros tão longe de casa. Quase sempre eles se esforçam genuinamente para conversar, mesmo quando não há um idioma em comum. O meu parco usbeque não passa de meia dúzia de palavras e expressões, mas isso já basta para arrancar sorrisos e começar uma…digamos…”conversa”.

Quase sempre perguntam o que achei do país, se estranhei o calor e também quase sempre citam algum jogador de futebol.

Usbeques são um povo sensacional, acolhedor, prestativo e genuinamente hospitaleiro, uma das melhores surpresas da viagem. A gente viaja pra ver lugares mas acaba é se encantando com as pessoas.