Nessa Páscoa a notícia que correu o mundo foi um atentado no Sri Lanka, também chamado antigamente de Ceilão.

Ainda sem autor conhecido, o ataque matou centenas de cristãos e trouxe o pequeno país asiático para a mídia.

Ao que tudo indica, extremistas muçulmanos locais realizaram o atentado sob influência do ideário do grupo Estado Islâmico.  Para quem quiser se aprofundar sobre o tema, temos este link e este aqui também. Vai fazer prova? Dá uma olhada nessa revisão de atualidades aqui, pode te interessar.

Sobre o Sri Lanka, seguem alguns fatos.

 

Etnia

Maioria cingalesa (sinhalese no mapa), com minoria tâmil nativa e de origem indiana.

No mapa os moor são outra etnia, descendente de árabes e outros povos que trouxeram o islamismo. A região moor no mapa étnico abaixo é a mesma que os muçulmanos ocupam no mapa religioso.

 

 

Religião

Maioria é budista (70%). Há também hindus (12 a 13%), muçulmanos (9 a 10%, maioria sunita) e cristãos (7%, maioria católica).


História recente

A ilha já teve reinos locais em guerra, já foi unificada, chegou a invadir outros países e a partir do século XVI foi invadida por países europeus tais como Holanda, Portugal e Reino Unido. Entre 1796 e 1802 o domínio britânico se consolidou, perdurando até 1948.

Conflitos internos e guerra civil

Cingaleses (maioria budista) e tâmeis (maioria hindu) viveram diversas fases de tensão. A partir da independência este quadro piorou bastante, em especial devido a medidas tomadas pelo governo cingalês (74%) que prejudicaram os tâmeis (16%) e outras minorias. O fato da maioria dos cingaleses ser budista e da maioria dos tâmeis ser hindu acabou gerando ainda mais divisões.

Entre 1983 e 2009, o país viveu uma longa guerra civil que pode ter levado 70 mil pessoas à morte. A guerra se dava basicamente entre um movimento separatista tamis e o governo central cingalês. Houve períodos de intervenção indiana também, ao longo dos anos 1980, em apoio aos tâmeis (também presentes na Índia). O conflito terminou com a vitória do governo cingalês.

Mapa mostrando a região que os tâmeis buscavam separar.

O fim do conflito não resolveu as feridas abertas no país. Ainda hoje a minoria tâmil  se queixa de marginalização.

Em 2018 a minoria muçulmana também foi alvo de ataques por parte da maioria budista, em um contexto de nacionalismo cingalês-budista. Os muçulmanos presentes também são etnicamente distintos, tendo origem fora da ilha em sua maioria.

Economia

Destacam-se: turismo, chá, arroz, tecidos e alguma mineração.