Aniversário do Dia D: a invasão da França pelas forças aliadas em 1944

Oi pessoal, hoje é aniversário do Dia D: 75 anos

Dia D é o nome dado ao desembarque de forças aliadas (basicamente francesas, britânicas, canadenses e americanas) nas praias da França em 1944 como forma de abrir uma frente ocidental contra o nazismo (a frente oriental já estava aberta pela União Soviética). As operações militares começaram ainda de madrugada. O primeiro desembarque começou às 6h30 da manhã do dia 6, mesmo horário da publicação deste post.

 

Em termos estratégicos, foi essencial para garantir que o nazismo fosse derrotado da forma que foi, pois dividiu as forças alemãs em duas frentes. O Dia D também foi decisivo para o desenho do mundo bipolar que viria após 1945, pois permitiu que as potências ocidentais conseguissem liberar diversos territórios e, posteriormente, dividir a Europa com a URSS, garantindo assim uma Europa ocidental capitalista.

Não há “e se” em História enquanto ciência, mas o fato é que a URSS já avançava sobre o nazismo desde fevereiro de 1943 (ou seja, há mais de um ano antes do Dia D), o que de certa forma permite pensar que as forças soviéticas poderiam, eventualmente, ter ido além da Alemanha Oriental, conquistando territórios ainda mais amplos. Basta pensar que Berlim foi tomada pelos soviéticos e não pelos aliados ocidentais, e que as distâncias percorridas pelos soviéticos para tal foram muito maiores do que as distâncias percorridas pelos aliados ocidentais. Os líderes ocidentais já tinham em vista a ameaça que a URSS poderia ser em um futuro breve, nesse sentido era essencial marcar uma posição.

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Holocausto em stories do Instagram

E se uma menina judia tivesse instagram e postasse stories do holocausto?

Se você tem instagram, siga esse projeto: @eva.stories

A iniciativa traz para uma linguagem atual a narrativa de Eva, uma menina judia durante o nazismo.

Os stories refazem  a história da menina, mostrando momentos do seu cotidiano, uma forma atual de recontar o horror que foi o holocausto.

Alguns críticos acusam o projeto de suavizar, por conta da linguagem, os eventos. Cabe a cada um concordar ou não, mas o projeto ajuda a manter viva a memória desta passagem histórica que não deve ser esquecida e, mais importante, jamais repetida.

Rota da Seda – parte 5: Khiva

Khiva, última parada da viagem pelo coração da Rota da Seda.

Perdeu os posts anteriores?

Parte 1: Rota da Seda

Parte 2: Tashkent

Parte 3: Samarcanda

Parte 4: Bukhara

 

Khiva é a menor e mais remota das cidades usbeques da Rota da Seda, parte de uma vertente do caminho que depois se divide e segue para o Turcomenistão e para o Irã ou vai em direção ao Casaquistão e a Rússia.

É também a cidade mais preservada em termos de conjunto arquitetônico, toda a parte intramuros manteve quase intactas suas características originais, a ponto de ser todo o conjunto tombado pela UNESCO nos anos 1960, pelo menos no que diz respeito a manter o exterior dos prédios com seu aspecto histórico. Mesmo pequena e distante, teve também seus dias de glória e de ser capital, foi  sede de um khanato a partir do século XVII.

Ichan Kala, o centro histórico onde fiquei, é uma fortaleza dentro de uma cidade murada, um grande conjunto de madrassas e mesquitas. Hoje a maioria das estruturas se transformou em museus, hotéis e oficinas de artesãos de diversos tipos, com destaque para o entalhe em madeira e a fabricação de tapetes, lenços e roupas de seda em geral. Este é um traço interessante e que se vê nas cidades históricas todas: os prédios históricos não se tornaram apenas museus, continuam servindo a diversos propósitos, alguns deles mantendo as milenares tradições comerciais que marcam a região.

Andar por Khiva é andar entre oficinas de artesãos, ouvir o toc toc dos martelos e cinzeis, o chamado para as cinco orações diárias, ver os teares em movimento.

 

A região chama-se Khorezm e tem também traços culturais próprios e uma longa história de conquistas, conquistadores e contribuições à ciência e à religião. Zoroastro (ou Zaratustra) é filho destas terras, quando aqui reinavam os império medo e persa aquemênida, dos tempos da Grécia clássica. Séculos depois, com a região já islamizada (séc VIII e XI), nasceu aqui Mohamed Al Khorezm, geógrafo, astrônomo e matemático que empresta seu nome aos termos latinizados “algoritmo” e “algarismo”. Seu livro “Al-Jabr” consagrou o termo (e o método) latinizado em “álgebra”. Zoroastro e Al Khorezm tem na cidade de Urgência, capital da região (passamos por lá) estátuas e parques que os homenageam.

Etnicamente a região de distingue um pouco do resto do país, com presença mais visível de de turcomenos e cazaques. Nas outras regiões e cidades pelas quais passamos predominava a presença de usbeques e tadjiques.

Usbeques, turcomenos e cazaques pertencem à família das etnias turco-altaicas ou turquicas, à qual pertencem também os turcos, cujas origens estão nessa região é que só chegaram à atual Turquia em torno do século XI através dos turcos seljúcidas. Os idiomas são parecidos, a cultura apresenta diversos pontos comuns. Tadjiques são de origem persa-iraniana, pertencem a outro grupo portanto, falam outra língua. A predominância, como era de se esperar, é dos usbeques, mas até onde pude notar os grupos parecem conviver em relativa harmonia. Se há preconceito ou com qual intensidade é difícil perceber em tão pouco tempo. Odil, que nos recebeu em casa em Bukhara, é usbeque e sua esposa é tadjique. Otabek, que nos levou às fortalezas e trouxe até Khiva, é usbeque mas veio o tempo todo ouvindo música tadjique no carro. Apenas em Samarcanda encontrei uma senhora tártara que pareceu querer me dizer que se sentia algo marginalizada, ou pelo menos foi essa a sensação que tive.

De todas as cidades, Khiva é a que mais parece parada no tempo, justamente por ter sido menos importante e ter, assim, mantido sua arquitetura mais preservada, ter sido menos vitimada pelas mudanças urbanísticas que em geral desfiguram os núcleos urbanos mais proeminentes e as capitais de maior porte. Quase não se vê carros na parte central, por exemplo. Nesse sentido é o cenário que mais remonta aos tempos idos.

 

 

 

 

 

Um pouco da história do Carnaval

Carnaval também é tema de post no HO!!!

A história do carnaval é antiga e múltipla, vamos fazer aqui um passeio?

Em uma primeira análise, o carnaval é uma festa que precede o jejum que os católicos medievais faziam até a Páscoa (quaresma). O carnaval seria, assim, uma grande celebração antes de um período mais austero, de reflexão e sacrifício. O próprio termo é interessante: na raiz está a ideia de carne, que pode ser traduzida tanto como a carne no sentido da comida, como a carne no sentido do ser humano, da natureza humana e dos desejos. Carnen Levare ou carne vale seriam, assim, o “adeus à carne”, tanto pelo jejum que se segue em termos alimentares, quanto no sentido da restrição sexual no período da quaresma que também faz parte da cultura católica e cristã em geral.

A celebração do carnaval de fato se consolidou na Europa medieval, ao passar a fazer parte do calendário religioso. Conforme a cultura europeia se expandiu, o carnaval foi também se mundializando.

Antropologicamente, a festa é um ritual de inversão: regras sociais são suspensas, os foliões se fantasiam daquilo que, na vida real, não são ou não podem ser, o exagero toma conta.

Em termos históricos, muitas são as origens e explicações.

No hemisfério norte a chegada do equinócio era comemorada em diversas culturas.

O que é o equinócio? O momento em que o dia e a noite tem a mesma duração e que marca a mudança de estações, neste caso (no hemisfério norte) o fim do inverno e começo da primavera (com todo o simbolismo que a data traz). Em geral isso se dá em torno do dia 20 de março.

Muitos povos  pré-cristãos realizavam festas nesse momento, uma celebração da vida que retorna junto com a primavera. Era também o momento de comer, e muito! Toda a comida que havia sido estocada para o inverno e, ironicamente, preservada pelo frio do inverno, começaria agora a apodrecer junto com o aumento das temperaturas. Em paralelo, todo o que era plantado no início da primavera (quando a neve deixava de cair) só seria colhido muito depois, havia então um período de pouca colheita disponível, a festa era ao mesmo tempo o momento de consumir o que iria estragar e também um último momento de bonança antes do período de espera pela primeira safra: era a hora de exagerar, comer muito bem e zerar os estoques que estragariam de qualquer forma.

No plano simbólico, a primavera é também a volta da vida na terra, da fertilidade, vida esta que podia ser celebrada igualmente no sentido sexual, mais um traço do carnaval que é bastante forte em diversas culturas.

Romanos, gregos, nórdicos, germânicos e diversos outros povos europeus (e em outras partes do mundo) celebravam essa mudança no ciclo natural do planeta.

Na Europa, as celebrações eram basicamente populares, inicialmente sem o aval religioso, refletindo este caráter antigo e pré-cristão. Ao longo da Idade Média a Igreja aos poucos foi deixando sua marca, trazendo para dentro de sua órbita uma festa de origens mais profundas e dando a ela (ou tentando dar) um verniz religioso maior, de forma a acomodar um costume que seria difícil (e talvez inútil) tentar eliminar. Se não pode vence-los…

E foi então que veio a Páscoa cristã.

A data da Páscoa foi definida pela Igreja no ano de 325, no Primeiro Concílio de Niceia. A referência veio dos relatos e tradições da época, que localizavam a crucificação e ressureição de Cristo na primeira lua cheia após o equinócio. Aqui temos então mais uma soma de culturas, já que a Páscoa, em que se comemora a ressureição, a vida, teve sua data definida para coincidir mais ou menos com a data que outras culturas celebravam por outras razões. Inicialmente coincidia também com a chamada “Páscoa Judaica”, que celebrava a fuga dos hebreus do Egito.

E como se chega de volta ao carnaval e sua data?

Para fechar a data do carnaval, deve-se então voltar 47 dias no calendário (40 de jejum a partir da terça-feria de carnaval, terminando no domingo de Ramos, uma semana antes do domingo de Páscoa). O número e 40 dias é carregado de simbolismo: 40 são os dias de dilúvio, 40 foram os dias de provação de Cristo no deserto, 40 os dias de Moisés no Monte Sinai.

O que se fez então foi uma grande acomodação de tradições das mais diversas origens, conforme o cristianismo incorporou costumes mais antigos em um processo que fazia parte de sua aceitação como religião ao se sobrepor sobre outras. A partir de uma data festiva baseada no calendário solar somada ao relato religioso cristão criou-se uma relação com a Páscoa, “cristianizando” o carnaval e modificando sua data em relação ao equinócio, mas mantendo seu caráter festivo pagão sob um verniz cristão.

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Bizantinos, Francos e Árabes: nova aula no EaD

Bizantinos, Francos e Árabes

A nova aula do EaD de História Geral já está no ar!

Bizantinos: o Império Romano do Oriente.

Francos: as raízes do Feudalismo na Europa Ocidental.

Árabes: a formação do Islamismo.

Papo Reto: as diferenças entre Fundamentalismo e Extremismo Religioso.

São quatro vídeos, um resumo e um simulado on-line com 10 questões para você dominar o assunto!

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RESUMOS COMPLETOS – HISTÓRIA GERAL

RESUMOS COMPLETOS DE HISTÓRIA GERAL

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Para ajudar no planejamento dos estudos neste ano de 2019, publicamos todos os resumos de História Geral, completos!

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