Colômbia: líder em deslocados internos na América Latina

Oi pessoal, no último post da série sobre refugiados e imigrantes vamos falar de Colômbia

Por que falar de Colômbia?

Porque o país é o maior afetado nas Américas pelo deslocamento da sua própria população e isso é uma excelente questão para cobrar em prova, em especial quando só se fala de Venezuela.

Quer contextualizar esse post aqui? Volta nesse, esse, esse e esse, os posts recentes sobre imigrantes e refugiados a parti do novo relatório da ONU. Pra ver o relatório,  clique aqui.

 

Vamos ao mapa?

Esse é o mapa que mostra os deslocados internos pelo mundo, ou seja, pessoas que não saíram de seus países mas que foram forçados pela violência a sair de suas regiões.

Pode parecer “menos mal” do que cruzar fronteiras, mas não é. Se o fato se dá em um país com várias religiões ou etnias, o deslocado muitas vezes pode ser obrigado a ir a uma região totalmente diferente da sua, sofrendo até mesmo marginalização. E mesmo em um país como a Colômbia, mais homogêneo, esse deslocado pode ser obrigado a viver nas ruas, em situação precária ou sem emprego dada a ausência de laços com o local.

 

E por que destacar a Colômbia?

Porque hoje em dia fala-se muito da Venezuela, e isso pode gerar diversos erros de análise e pegadinhas para quem faz prova. Seria um erro “comum” pensar que a Venezuela tem muitos deslocados internos, mas os venezuelanos fogem para os países vizinhos (veja aqui), inclusive para a Colômbia.

A Colômbia, portanto, detém dois destaques: maior número de deslocados internos e maio número de venezuelanos!

 

E por que há tantos deslocados internos?

Por causa do longo conflito entre as guerrilhas e o governo central. Este conflito só terminou em 2016, após aproximadamente 50 anos. Na soma dos anos, os deslocados foram aumentando em número.

Quer saber mais desse conflito? Dá uma olhada aqui e  aqui, vale a pena para se aprofundar.

Já conhece nossos curso online?

Se não conhece ainda, vem dar uma olhada, tem muita coisa boa. É só clicar aqui.

Venezuela: refugiados e imigrantes

Oi pessoal, hoje falaremos do fluxo de deslocados da crise da Venezuela

Como dissemos nos posts anteriores (aqui, aqui e aqui), recentemente a ONU divulgou seu relatório chamado Global Trends, que serve de base e referência para os estudo sobre o tema e, também, para as questões de provas. Se você quiser ver o documento original, clique aqui.

Não lembra a diferença entre refugiados e imigrantes? Dá uma olhada nesse vídeo aqui.

Hoje vamos focar na crise da Venezuela

Primeiramente, é bom lembrar: quem define se aceita alguém apenas como imigrante ou também como refugiado é o país de destino. Isso porque refugiados tem direitos que os imigrantes não tem, e que muitas vezes incluem ajuda financeira.

No relatório da ONU já se fala em mais de 3 milhões de deslocados (mapa abaixo).

 

Posteriormente, a ONU divulgou um número total próximo de 4 milhões, somando já o primeiro semestre de 2019.

Neste novo número, o Brasil aparece como tendo 168 mil venezuelanos em seu território, diferente do mapa acima.

Como tudo em Atualidades, os números são apenas aproximações.

Quer saber mais da crise venezuelana?

Fizemos uma série de posts no começo do ano que podem ajudar.

Esse aqui faz um resumo da crise.

Esse outro mostra os apoio internacionais.

Este e este destacam a figura de Juan Guaidó, o principal líder opositor.

Tem também essa vídeo aula sobre América Latina com trechos interessantes para esse tema.

Já conhece nossos curso online?

Se não conhece ainda, vem dar uma olhada, tem muita coisa boa. É só clicar aqui.

Refugiados e imigrantes, maiores crises atuais

Oi pessoal, hoje falaremos de refugiados e imigrantes e das maiores crises atuais

Como dissemos no post anterior, recentemente a ONU divulgou seu relatório chamado Global Trends, que serve de base e referência para os estudo sobre o tema e, também, para as questões de provas. Se você quiser ver o documento original, clique aqui.

Não lembra a diferença entre refugiados e imigrantes? Dá uma olhada nesse vídeo aqui.

Hoje vamos ver as principais crises e os maiores destinos de refugiados

Primeiramente, quais são as maiores crises?

O print  nos responde:

Síria

Afeganistão

Sudão do Sul

Myanmar

Somália

 

É legal saber de cabeça?

É legal sim, olha essa questão da Unicamp 2017

De acordo com a Organização das Nações Unidas, a população global submetida a deslocamentos forçados cresceu substancialmente durante os últimos decênios, passando de  milhões para  milhões em 2015. Desse total, os refugiados representam  milhões de pessoas,  milhão a mais que o total registrado  meses antes. Mais da metade dos atuais refugiados do mundo  procede de três países afetados por conflitos armados.

Adaptado de Agência da ONU para Refugiados – ACNUR – Documento Tendencias Globales, 2015.

Indique quais são esses três países.

a) Myanmar, Síria, Somália.

b) Síria, Afeganistão, Somália.

c) Afeganistão, Grécia, Macedônia.

d) Grécia, Macedônia, Myanmar.

Atenção: os dados mudaram, hoje a questão não teria solução da forma como está, mas veja que era necessário sim saber a sequência das grandes crises.

Outro destaque: estas são as crises que, AO LONGO DOS ANOS, somaram mais refugiados. Ou seja, são as maiores nacionalidades afetadas na soma dos anos. Veremos em outro post que, em um ano isolado, outras crises podem ser as mais graves e mesmo assim podem não aparecer na liderança quando se soma todos os anos.

Quer ver uma lista maior? Aqui vai.

 

E quais os países que mais recebem refugiados ou deslocados?

 

Aqui temos a lista que mostra o que comentamos no post anterior: as pessoas em geral fogem para os países vizinhos. Há uma exceção, a Alemanha, que se explica por ser o país mais rico da Europa e um dos mais ricos do mundo.

Segundo o relatório da ONU, a Turquia é o país com mais refugiados e deslocados no mundo. Guarda isso pra prova hein!

Depois a lista continua:

Paquistão

Uganda

Sudão

O que esses cinco países tem em comum? 

São vizinhos de crises como a da Síria, Afeganistão e Sudão do Sul.

Outra dica importante: a Ásia é o continente com mais refugiados no mundo. Pode parecer lógico, mas por impulso muitas pessoas pensam na Europa, já que as notícias na TV priorizam as cenas em que os refugiados chegam ao continente europeu em barcos lotados.

Essa percepção está errada, distorcida pela cobertura que temos aqui no Brasil a respeito das notícias mundiais.

É bom sempre lembrar também: Oriente Médio é Ásia!

Sim, sim…se a gente para pra pensar, é óbvio né? Mas as provas fazem diferente, baseadas em um fato comum nos cursinhos e apostilas.

Qual fato?

O Oriente Médio, dada sua importância, é trabalhado quase como se fosse “outro continente”.

Essa visão é explorada em provas. A UNESP já perguntou certa vez quais eram os principais conflitos da Ásia Ocidental. Muita gente não conseguiu responder.

E se a sua prova pedir mais países além desses cinco? Aqui a lista maior.

No próximo post trataremos das maiores crises de 2018, isoladamente.

Já conhece nossos curso online?

Se não conhece ainda, vem dar uma olhada, tem muita coisa boa. É só clicar aqui.

Embaixada brasileira em Israel, perguntas e respostas

Oi pessoal, afinal: qual é a polêmica sobre a embaixada brasileira em Israel?

Este tema ocupou recentemente as manchetes dos jornais. O centro da questão: a embaixada brasileira deve ou não ser em Jerusalém?

Para entender essa questão é necessário mergulhar na questão do conflito entre Israel e Palestina, aqui tem um vídeo sobre isso que explica em profundidade essa questão e é necessário para entender o contexto que será explicado abaixo..

Preparamos um post com perguntas e respostas.

Onde fica atualmente a embaixada brasileira?

Em Tel Aviv, considerada a capital econômica do país.

Por que Tel Aviv tem esse status? Qual a diferença com Jerusalém?

Tel Aviv é uma cidade no litoral israelense. É considerada por muitos países a capital de Israel e é também seu coração econômico. Lá ficam a maioria das embaixadas e também das sedes das grandes empresas.

Jerusalém é uma cidade disputada. Israel argumenta que Jerusalém é sua capital histórica, mas a cidade é sagrada também para os palestinos muçulmanos e também é reivindicada por Israel. Originalmente, pelo partilha da ONU mostrada na vídeo aula indicada acima – ou aqui – a cidade deveria ser internacional.

Nas guerras que vieram, Israel conquistou o território palestino, mas a ONU não reconhece essa conquista até hoje, por isso o uso do termo “territórios ocupados”. Desde então permanece a polêmica. O governo de Israel tem em Jerusalém seu parlamento e argumenta que a cidade é sua capital e que isso será assim mantido.

Por que as embaixadas e sedes das empresas continuam em Tel Aviv?

A questão Israel-Palestina é um tema sensível e que mobiliza os países árabes de maioria muçulmana, unidos em organizações como a Liga Árabe. A maioria dos países do mundo prefere, nesse sentido, não tomar partido na briga. Como Tel Aviv é o local originalmente previsto como capital de Israel, a maioria da comunidade internacional manteve essa posição.

Que países tem sua embaixada em Jerusalém?

Atualmente, só os EUA. A mudança da embaixada foi decretada por Donald Trump a partir de uma autorização que já existia antes, mas que também deixava a cargo do presidente escolher o melhor momento. Vários presidentes julgaram melhor não mudar a embaixada.

O que significa mudar a embaixada para Jerusalém?

Na leitura do mundo árabe e muçulmano, e também de Israel (de maioria judaica), essa mudança significa abandonar a postura de neutralidade e declarar-se partidário de Israel na questão territorial.

 

Por que o Brasil decidiu mudar sua embaixada?

A promessa de mudança de embaixada foi feita durante a campanha presidencial. O então candidato Bolsonaro avaliou que esta manobra traria apoio do eleitorado cristão, em especial evangélico, e também da comunidade judaica. Sendo Jerusalém sagrada para cristãos e judeus, a embaixada brasileira estaria, assim, na Cidade Santa.

Essa mudança fez parte também do novo alinhamento político do Brasil, partidário declarado do governo Trump e de Israel.

Por que a medida se mostrou polêmica? Há impactos para o Brasil?

A medida é bastante polêmica pois, na prática, adota um posicionamento que o Brasil não estava sendo cobrado para adotar e pode trazer impactos negativos.

Em primeiro lugar vem o impacto comercial: o Brasil depende muito mais do comércio com os países árabes (de maioria muçulmana e apoiadores dos palestinos) do que com Israel.

Em números do ano passado, o comércio (exportações) foi da ordem de:

  • 320 milhões para Israel.
  • 11 bilhões para o mundo árabe, em especial carnes.

A Liga Árabe, que reúne diversos países, prometeu reavaliar o comércio com o Brasil caso a embaixada seja mudada.

Em segundo lugar, ao prometer a mudança, o presidente Bolsonaro de fato conseguiu apoio de setores da sociedade brasileira que agora esperam que se cumpra a medida, mas é uma medida que, na prática, não precisava ter sido prometida. Ou seja, uma promessa que nunca foi fundamental na política brasileira agora se torna uma questão que pode abalar  relação entre o governo e seus eleitores se não for cumprida, mas pode também abalar a economia se for cumprida.

Em terceiro lugar, o Brasil tomou um posicionamento que escolhe um dos lados ao invés de lucrar com os dois. Não havia, nem de Israel, nem do mundo árabe, uma cobrança para que o Brasil se posicionasse. Nesse sentido, o Brasil ganhava dos dois lados. Com o novo posicionamento, o Brasil toma um partido e pode, nesse sentido, perder numa relação em que antes ganhava dos dois lados.

O governo israelense agora espera que o Brasil cumpra o prometido. Os países árabes podem retaliar caso a promessa se cumpra.

A medida divide o próprio governo, já que o vice-presidente Hamilton Mourão já declarou que é um movimento desnecessário, a ser estudado com cautela devido aos possíveis impactos. A ala do governo mais vinculada ao setor religioso discorda e quer ver a medida aprovada.

Qual foi a solução até aqui?

O governo brasileiro, pressionado pelo setor exportador que foi fundamental na sua vitória, voltou atrás. Mas, para não deixar de sinalizar algo no sentido do prometido, abriu um escritório comercial em Jerusalém. A medida no entanto, foi avaliada também como negativa.

Para Israel, só o escritório não é o suficiente, espera-se que o Brasil vá além.

Para o mundo árabe, o escritório já é um sinal negativo, o que cria mal estar.

Para o comércio, é pouco. Se é em Tel Aviv que está o coração econômico de Israel, um escritório em Jerusalém acaba sendo apenas simbólico, sem efeito prático. Não é em Jerusalém que os negócios são fechados.