Irã e Hong Kong: live e dicas

Perdeu a live sobre Irã e Hong Kong?

Sem problemas, aqui vai o vídeo.

Nessa live nós acabamos citando vários outros posts e vídeos. Vamos colocar os links todos neste post.

 

Se quiser se aprofundar no tema dos 40 anos da Revolução Iraniana, esse post traz a nossa live sobre o assunto e outros links bacanas.

Também vale a pena clicar aqui para saber mais do confronto indireto entre Arábia e Irã.

E aqui para saber como a tensão entre EUA e Irã ameaça outros países na região.

Discutimos também Hong Kong.

Já fizemos posts e lives sobre o tema também.

Este post aqui trata especificamente de Hong Kong e das questões atuais.

E nesse post aqui você encontra nossa live sobre a origem da atual crise em Hong Kong, bem como um pouco mais sobre a China

 

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Live sobre China, democracia e autoritarismo

Perdeu nossa Live sobre China a partir das questões de Hong Kong?

Sem problema, e só dar uma olhada aqui.

Tema forte pro ano, cheio de relações que os professores Daniel e Rodolfo exploraram na transmissão da semana passada.

Tem também um post sobre Hong Kong aqui mesmo, é só clicar.

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Hong Kong: perguntas e respostas

Pessoal, hoje o tema é Hong Kong

E por que tratar Hong Kong? Por conta dos recentes protestos e das possíveis relações com outros temas desse ano ou do passado.

Bora?

O que é Hong Kong?

Hong Kong é uma região administrativa especial da China (a outra é Macau), uma região que, como diz o nome, segue outras regras quando comparada à China continental.

Isso é uma herança do passado como colônia britânica: o Reino Unido anexou a região no século XIX (Guerra do Ópio, 1839-42) e a devolução foi feita apenas no fim do século XX (1997). Inicialmente a colônia era uma ilha, depois foi ampliada para o território da península de Kowloon. Desde a devolução, a região vive sob esse tal regime diferenciado, que inclui bandeira, passaporte, câmbio e moeda diferentes da China, por exemplo. Há também um judiciário local e um poder executivo com grande grau de autonomia também, para questões internas. Na prática, Hong Kong está sob o domínio da China continental em termos de política externa e defesa.

Hong Kong é também um grande centro financeiro capitalista. Sua economia, isoladamente, seria a 30a do mundo, fortemente liberal. Sua moeda é a oitava mais negociada do mundo.

Sua população é de 7 milhões de pessoas.

Qual é a crise atual?

O estopim da crise foi a proposta de uma nova lei que permitiria extraditar criminosos para a China continental.

A lei é vista como uma tentativa de reduzir a autonomia de Hong Kong, algo que de fato o governo chinês vem tentando fazer nos últimos anos. Carrie Lam, a governante local, garante que não houve pressão de Pequim, mas o temor permanece.

Grandes manifestações ocorreram recentemente, levando até um milhão de pessoas para as ruas (de uma população de sete milhões).

Houve outras crises recentes?

Sim, em especial a chamada “Revolução dos Guarda-Chuvas”. O nome deriva do uso de guarda-chuvas por parte dos manifestantes para se proteger das bombas de gás lacrimogênio e dos sprays de pimenta que a polícia usou durante os protestos.

A crise teve início quando o governo da China continental buscou interferir nas eleições de Hong Kong. Como dito, Hong Kong tem um sistema bastante autônomo, o que inclui eleições locais para o governo regional. A proposta chinesa incluía criar uma lista de candidatos pré-aprovados por Pequim, o que na prática faria com que as eleições fossem indiretamente direcionadas.

O movimento foi reprimido.

 

Algum outro tema relacionado?

Sim: vale a pena lembrar nosso post recente sobre o Massacre na Praça da Paz Celestial, que esse ano comemora 30 anos. Há uma relação direta no que tange à busca por democracia que enfrenta repressão do governo central. Um tema pode, assim, puxar o outro. E, claro, o governo de Pequim está ciente do simbolismo das datas.

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Charge a partir do Massacre da Praça Celestial – 1

Oi pessoal, este post traz uma charge feita a partir do massacre da Praça da Paz Celestial

É muito comum que charges sejam releituras de imagens famosas. Para interpretar corretamente, é preciso conhecer tanto a imagem original, quanto a referência que se faz.

Perdeu nosso post sobre o Massacre da Praça da Paz Celestial? Dá uma olhada aqui.

Vejamos um exemplo.

 

Nesta charge, lê-se um quase suspiro do soldado no primeiro tanque, algo como “já vimos isso antes e lá vamos nós de novo”. Ao mesmo tempo, há um guarda-chuva onde se lê “Hong Kong”.

A que evento a charge faz referência?

O evento em questão é a “Revolução dos Guarda-Chuvas”.

Não foi exatamente uma revolução, na verdade foi um protesto em Hong Kong ocorrido no final de 2014.

E o que podemos depreender da charge?

Tratou-se, em resumo, de uma manifestação que exigia mais liberdade em Hong Kong, um território que já foi colônia britânica e que hoje é parte da China. Mesmo com um regime diferenciado de liberdades, Hong Kong está efetivamente sob domínio chinês. Por isso existe a referência tanto ao guarda-chuva (que virou símbolo do protesto) quanto à repressão chinesa a quem quer que busque mais liberdade. Mesmo sem saber exatamente o que foi o evento em Hong Kong, a referência aos eventos de 1989 permite fazer essa aproximação: um protesto por liberdade que foi reprimido.

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