Irã e Hong Kong: live e dicas

Perdeu a live sobre Irã e Hong Kong?

Sem problemas, aqui vai o vídeo.

Nessa live nós acabamos citando vários outros posts e vídeos. Vamos colocar os links todos neste post.

 

Se quiser se aprofundar no tema dos 40 anos da Revolução Iraniana, esse post traz a nossa live sobre o assunto e outros links bacanas.

Também vale a pena clicar aqui para saber mais do confronto indireto entre Arábia e Irã.

E aqui para saber como a tensão entre EUA e Irã ameaça outros países na região.

Discutimos também Hong Kong.

Já fizemos posts e lives sobre o tema também.

Este post aqui trata especificamente de Hong Kong e das questões atuais.

E nesse post aqui você encontra nossa live sobre a origem da atual crise em Hong Kong, bem como um pouco mais sobre a China

 

Curte nosso trabalho?

Vem conhecer e assinar nosso canal no YouTube.

Tá fazendo prova ou quer já se preparar?

Dá uma olhada na nossa REVISÃO ONLINE de ATUALIDADES e nos nossos outros cursos online.

Charge a partir do Massacre da Praça Celestial – 2

Oi pessoal, este post traz mais duas charges feitas a partir do massacre da Praça da Paz Celestial

É muito comum que charges sejam releituras de imagens famosas. Para interpretar corretamente, é preciso conhecer tanto a imagem original, quanto a referência que se faz.

Perdeu nossos posts anteriores sobre sobre o Massacre da Praça da Paz Celestial e outras referências? Dá uma olhada aqui e aqui também.

Vejamos mais dois exemplos.

 

 

As duas charges usam a referência aos tanques e ao manifestante como metáfora do autoritarismo contra o povo.

As duas se passam, desta vez, no Irã, onde também há um governo autoritário. E nas duas há referências aos questionamentos que a população faz ao governo.

Na primeira, o manifestante pergunta “onde está meu voto?”. Na segunda, em que aparece a data de 2009, o manifestante está usando as redes sociais como forma de denúncia.

Assim como no post anterior, o conhecimento dos detalhes facilita a compreensão mas é possível deduzir que as duas tratam de eventos onde houve repressão.

Na verdade, as duas tratam as eleições de 2009, em que houve acusação de fraude (por isso a pergunta do manifestante). O governo reprimiu as manifestações e abafou a notícia, mas a comunidade internacional soube dos fatos pelas redes sociais (por isso o uso do Twitter na segunda charge).

Vai fazer prova ou concurso público? Veja nossos cursos de SociologiaFilosofia e Atualidades aqui nesse link e dê aquele impulso a mais na sua preparação.

Conheça também nosso canal no YouTube.

Irã e Arábia, a guerra indireta do Oriente Médio

Irã e Arábia são protagonistas de uma guerra indireta no Oriente Médio

Já tratamos desse tema numa vídeo aula que está no nosso canal do YouTube. Essa live aqui ajuda também.

Além disso, vale a pena ver os posts dessa semana aqui e aqui.

Para completar, trazemos aqui um resumo e dados recentes.

Como ocorre essa disputa?

Através de apoios a grupos políticos e religiosos. Religião e política se misturam em diversas partes do mundo, não é diferente no Oriente Médio. Nesse caso em especial, a Arábia apoia grupos sunitas e o Irã apoia grupos xiitas. Se quiser saber mais sobre islamismo, dá uma olhada aqui e também aqui.

Qual o objetivo e o que está por trás dessa disputa?

No fundo a disputa é por poder econômico e influência. Irã e Arábia são as duas potências regionais. Ambas exportam petróleo, o que torna os países concorrentes. Além disso, se o governo de um país X se torna aliado da Arábia, a tendência é que a Arábia de alguma forma passe a influenciar este país. Esta influência traz “peso”, poder, para aArábia, que vai desde laços econômicos (e lucro) até apoio em decisões regionais e internacionais. Vale o mesmo para o Irã.

Religião é uma forma de fazer essa aproximação entre países.

E os interesses externos?

O Irã se tornou uma força contra os EUA na região (veja a Live indicada lá em cima), em resumo por conta dos EUA e alguns países europeus terem apoiado um golpe ocorrido  nos anos 1950 que derrubou um governo nacionalista e deixou no poder uma monarquia pró-ocidente que aos poucos se tornou autoritária.

Assim sendo, os EUA e seus aliados ocidentais temem que o crescimento o Irã seja prejudicial.

 

Como o Irã ajuda seus aliados?

Através basicamente de armamentos e financiamento. O mapa abaixo mostra algumas cifras aproximadas.

 

Vai fazer prova de meio de ano ou concurso público?

Dá uma olhada na nossa REVISÃO ONLINE de ATUALIDADES

40 anos da Revolução Iraniana

Revolução Iraniana completa 40 anos em 2019

Retomando o tema do post anterior, fica aqui essa dica de LIVE pra quem não viu na época. Vale também conhecer um pouco das disputas regionais em que o Irã está envolvido.

A revolução iraniana é tema constante em provas e aumenta sua relevância conforme as crises na região se intensificam, como é o caso de 2019.

Vai fazer prova de meio de ano ou concurso público? Dá uma olhada na nossa REVISÃO ONLINE de Atualidades também.

Tensão entre EUA e Irã

Uma das notícias recentes é o aumento das tensões entre EUA e Irã

Não é de hoje que EUA e Irã se colocam em posições antagônicas. Desde 1979 o Irã é a principal força anti-EUA no Oriente Médio.

Recentemente o clima azedou um pouco mais, com os EUA enviando tropas e veículos militares para o Golfo Pérsico.

Há uma luta direta e indireta por poder na região, como se pode ver aqui  com mais detalhes.

No caso de um conflito, duas preocupações imediatas surgem.

Uma diz respeito ao alcance dos mísseis iranianos, ou seja, até onde o Irã poderia reagir. O mapa abaixo mostra isso.

A segunda questão, de proporções mundiais, tem a ver com petróleo. O Estreito de Hormuz é uma das principais passagens de petróleo no mundo, como se vê abaixo. E o Irã é o “dono” de uma das margens do estreito. Um conflito sério na região pode privar o mundo de quase 17 milhões de barris por dia (estima-se que o consumo global diário seja de 99 milhões, segundo a OPEP).

 

Por fim, o Irã é fundamental para o fornecimento de vários países, como se vê no mapa que segue.

Vai fazer prova de meio de ano ou concurso público? Dá uma olhada também aqui na nossa REVISÃO ONLINE de ATUALIDADES.

Crise no Iêmen: perguntas e repostas

O tema de hoje é a crise do Iêmen

O Iêmen é um país da Península Arábica localizado no extremo sul da região.
Desde 2011 o país está em crise. O número de pessoas internamente deslocadas (não saíram do país mas fugiram de suas casas) é enorme, a crise humanitária é classificada pela ONU como a pior do mundo hoje.

O país enfrenta: divisões político-religiosas, separatismo, pobreza e grupos extremistas.

 

Como a crise começou?

Com a Primavera Árabe e a queda de uma ditadura que estava no poder desde 1991. Caiu o governo de Ali Abdullah Saleh.

Como continuou?

Hadi Mansour, o novo presidente, manteve as políticas autoritárias.
Os Houthis, que habitam uma parte do país e são xiitas, aproveitaram a oportunidade para buscar o controle do país. Há décadas os houthis lutam contra os governos centrais, sunitas. O momento de fragilidade ajudou. Partes da população sunita se juntaram aos houthis devido à frustração com a manutenção do autoritarismo.

Em 2014 os houthis tomaram a capital, Sanaa.

Como a crise se regionalizou?

A Arábia Saudita tem o crescimento do xiitas e trava uma guerra indireta com o Irã. Em diversas crises do Oriente Médio, o Irã apoia os xiitas, a Arábia os sunitas (Síria, Iraque e Iêmen). Com o crescimento do poder dos houthis, a Arábia liderou um grupo de países em uma intervenção. Os Emirados Árabes Unidos merecem destaque nessa aliança. O Irã passou a apoiar os houthis.

O aumento do caos trouxe mais instabilidade, favorecendo grupos extremistas com destaque para a Al Qaeda.

Qual é o quadro atual?

Vejamos o mapa abaixo.

O país vive uma profunda crise. Os houthis mantém o domínio sobre várias regiões, em especial as mais importantes. A coalizão liderada pela Arábia controla outra parte do país e os grupos extremistas agem também em vastas áreas.

O porto de Hudaydah se tornou o principal foco de disputa.

Os civis mortos chegam a 8 mil nas estimativas mais baixas e 70 mil, a maioria em ações lideradas pela Arábia.

Aproximadamente 80% da população (24 milhões de pessoas) precisam de ajuda humanitária. A fome já atinge 10 milhões de pessoas. Subnutrição é hoje uma realidade quase absoluta. Falta água potável devido aos estragos da guerra e doenças como cólera se espalham.

A crise é considerada a maior já causada por ações humanas. Além disso, o conflito ameaça a navegabilidade da região, que é a porta de entrada do Mar Vermelho, por onde passam os navios que viajam da Europa para o Oriente ou que saem do Oriente Médio para a Europa e além.

Questão curda: perguntas e respostas

A questão curda é um dos principais temas do Oriente Médio

 

Preparamos mais um post de perguntas e repostas pra te ajudar a entender a questão curda.

Além disso, claro, temos vídeos no HO, como este aqui.
Este post aqui, sobre a crise da Síria, também é útil e traz um mapa atual.

Quem são os curdos?

Os curdos são uma etnia que habita o Oriente Médio há milênios. Não são árabes, turcos ou iranianos, curdos são curdos. Atualmente são 32 milhões de pessoas, a maior etnia sem Estado no mundo.

Onde estão?

A maioria de sua população está espalhada entre Irã, Iraque, Síria e Turquia, como se vê nesse mapa abaixo.

 

Qual sua situação?

Por serem uma minoria étnica, frequentemente e historicamente os curdos foram alvo de perseguições, marginalização e preconceitos. Em alguns países eles sequer eram considerados cidadãos.

Quais seus objetivos?

Formar um Estado independente chamado Curdistão.

O que impede sua independência?

Todo movimento separatista gera algumas ameaças, já que quando um país perde territórios ele perde:

  • mercados
  • população que paga impostos
  • riquezas naturais
  • acesso a outros territórios no caso de perder fronteiras

O caso curdo é ainda mais grave pois envolve quatro países diferentes: a vitória do separatismo curdo em um país poderia desestabilizar os outros.

Por fim, o território curdo é estratégico para a passagem de petróleo do Oriente Médio para a Europa.

O que mudou nos últimos anos?

Duas crises deram aos curdos mais poder.
No Iraque, a guerra civil que se seguiu à invasão dos EUA (2003) mergulhou o país no caos. Seria um bom momento para a separação e o próprio governo iraquiano percebeu isso. Foi então feito um acordo com os curdos: parte do território curdo foi declarado região autônoma, com grande liberdade em termos políticos e econômicos, e o presidente do Iraque passou a ser curdo, dentro de um sistema de república parlamentarista (poder dividido entre presidente e primeiro-ministro).

Na crise da Síria os curdos foram essenciais para a derrota do grupo extremista Estado Islâmico. São inimigos do governo central de Assad e estão bem armados e também ganharam experiência em combate.

O que vem agora?

Difícil prever, mas os curdos do Iraque e da Síria de fato estão em uma posição muito melhor do que em anos anteriores. Se haverá mais conflito ou algum tipo de acomodação, depende das ações dos próprios curdos e também dos governos dos países onde eles estão.

A Turquia é, hoje, o país que mais tem população curda e mais teme um movimento separatista. Movimentos curdos em geral são classificados como terroristas pelo governo turco.